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BYD quer ser a maior fabricante de carros do mundo até 2030

Presidente da marca chinesa diz que crescimento internacional, novas baterias e direção autônoma vão sustentar avanço global; no Brasil, BYD já é líder no varejo

11 jun 2026 - 12h29
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A BYD quer ocupar o topo da indústria automotiva mundial. Durante assembleia anual da companhia, o CEO e fundador da empresa, Wang Chuanfu, afirmou que a fabricante chinesa pode se tornar a maior montadora do planeta em volume nos próximos cinco anos.

God's Eye, da BYD, vai chegar aos carros do Brasil
God's Eye, da BYD, vai chegar aos carros do Brasil
Foto: Divulgação / Estadão

A projeção vem em um momento de forte expansão internacional da marca. De acordo com o executivo, os carros da BYD têm ganhado espaço fora da China por combinarem preço competitivo, tecnologia embarcada e uma experiência de uso superior à de muitos rivais locais. A empresa havia estabelecido meta de vender 1,6 milhão de veículos no exterior em 2026, mas Wang garantiu que o número será superado.

O avanço é visível, inclusive, no Brasil. Por aqui, a BYD passou a disputar espaço com marcas tradicionais no varejo. O Dolphin Mini virou o principal símbolo dessa virada e, além de liderar com folgas entre os elétricos, o compacto conseguiu superar modelos a combustão de peso no ranking geral, algo impensável para um carro 100% elétrico até pouco tempo atrás no país.

Wang Chuanfu também reforçou que a expansão global da BYD será sustentada por uma estratégia de longo prazo, com maior localização das operações em diferentes mercados. A ideia é reduzir dependências, adaptar produtos às demandas regionais e criar uma base mais estável para crescer fora da China.

Direção autônoma nos planos da BYD

A ofensiva tecnológica também será usada para tentar elevar a percepção de valor da marca. Questionado sobre margens menores no mercado chinês e acerca da imagem da BYD em segmentos mais caros, Wang salientou que em mercados como Austrália, Europa e América do Sul a fabricante é percebida de forma mais sofisticada do que em seu país de origem.

O executivo prometeu ainda uma nova rodada de tecnologias "impressionantes" a partir do próximo ano, incluindo avanços nas baterias Blade de segunda geração, carregamento rápido e sistemas desenvolvidos internamente. Para a BYD, essa combinação de crescimento doméstico e expansão internacional será o motor para chegar a 2030 com fôlego de líder global.

No Brasil, a trajetória recente ajuda a explicar por que a promessa já não soa tão distante. Em poucos anos, a marca saiu da condição de estreante entre eletrificados para disputar a preferência do consumidor no varejo.

Estadão
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