BYD quer ser a maior fabricante de carros do mundo até 2030
Presidente da marca chinesa diz que crescimento internacional, novas baterias e direção autônoma vão sustentar avanço global; no Brasil, BYD já é líder no varejo
A BYD quer ocupar o topo da indústria automotiva mundial. Durante assembleia anual da companhia, o CEO e fundador da empresa, Wang Chuanfu, afirmou que a fabricante chinesa pode se tornar a maior montadora do planeta em volume nos próximos cinco anos.
A projeção vem em um momento de forte expansão internacional da marca. De acordo com o executivo, os carros da BYD têm ganhado espaço fora da China por combinarem preço competitivo, tecnologia embarcada e uma experiência de uso superior à de muitos rivais locais. A empresa havia estabelecido meta de vender 1,6 milhão de veículos no exterior em 2026, mas Wang garantiu que o número será superado.
O avanço é visível, inclusive, no Brasil. Por aqui, a BYD passou a disputar espaço com marcas tradicionais no varejo. O Dolphin Mini virou o principal símbolo dessa virada e, além de liderar com folgas entre os elétricos, o compacto conseguiu superar modelos a combustão de peso no ranking geral, algo impensável para um carro 100% elétrico até pouco tempo atrás no país.
Wang Chuanfu também reforçou que a expansão global da BYD será sustentada por uma estratégia de longo prazo, com maior localização das operações em diferentes mercados. A ideia é reduzir dependências, adaptar produtos às demandas regionais e criar uma base mais estável para crescer fora da China.
Direção autônoma nos planos da BYD
A ofensiva tecnológica também será usada para tentar elevar a percepção de valor da marca. Questionado sobre margens menores no mercado chinês e acerca da imagem da BYD em segmentos mais caros, Wang salientou que em mercados como Austrália, Europa e América do Sul a fabricante é percebida de forma mais sofisticada do que em seu país de origem.
O executivo prometeu ainda uma nova rodada de tecnologias "impressionantes" a partir do próximo ano, incluindo avanços nas baterias Blade de segunda geração, carregamento rápido e sistemas desenvolvidos internamente. Para a BYD, essa combinação de crescimento doméstico e expansão internacional será o motor para chegar a 2030 com fôlego de líder global.
No Brasil, a trajetória recente ajuda a explicar por que a promessa já não soa tão distante. Em poucos anos, a marca saiu da condição de estreante entre eletrificados para disputar a preferência do consumidor no varejo.
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