Bugatti Mistral sai de linha com estilo; veja detalhes do último conversível mais rápido do mundo
Superesportivo sem teto de 1.600 cv marca a despedida oficial do icônico motor W16 da marca francesa
A última das 99 unidades do Mistral saiu da linha de produção da Bugatti em Molsheim, na França, marcando não apenas o fim do modelo, como também a despedida do motor W16 em carros de rua da marca, como o Veyron e o Chiron.
Na parte exterior, o derradeiro Mistral combinava os tons Pearl e Sparkle, enquanto o interior leva os acabamentos Magnolia e Grey Carbon Matt. Uma placa comemorativa com a inscrição "The last of its kind" (o último de sua espécie) também se destaca na cabine.
Segundo a empresa, era importante para o cliente vincular o último Mistral a Ettore Bugatti, o fundador da marca em 1909, com sua assinatura bordada nos encostos de cabeça, também reproduzida em alumínio nas soleiras das portas e reinterpretada no lugar da assinatura habitual da Bugatti, no acabamento interno da cobertura do motor.
A mesma referência entre o passado e o presente da Bugatti continua na placa do apoio de braço, criada em colaboração com a Lalique. Moldada em cristal com acabamento fosco e intitulada "Spirit of the Wind" (Espírito do Vento), a peça faz referência à longa parceria entre a Bugatti e a Lalique, iniciada pelos próprios Ettore Bugatti e René Lalique, e remete à escultura entregue aos clientes do W16 Mistral no momento da configuração de seus veículos.
Outro detalhe personalizado pelo cliente foi uma cabeça de falcão, em substituição à habitual escultura de elefante da Bugatti, na alavanca de câmbio, uma referência a um animal de grande significado na região de origem do proprietário, no Oriente Médio.
Recorde de velocidade
Revelado na Monterey Car Week de 2022, em novembro de 2024 - antes mesmo de ter sua produção iniciada, no início do ano seguinte - o Mistral W16 conquistou o recorde de velocidade para um conversível, chegando a 453,91 km/h na Automotive Testing Papenburg, na Alemanha, conduzido pelo piloto oficial da Bugatti, Andy Wallace. No último Grande Prêmio de Silverstone, na Inglaterra, esse exemplar foi oficialmente entregue ao seu proprietário.
O fim do Mistral ocorre poucos dias depois de a Bugatti inaugurar seu futuro ateliê, La Manufacture, que em breve abrigará a produção do Tourbillon, também em Molsheim.
Ainda de acordo com a Bugatti, o Mistral pontua um momento marcante da era moderna da Bugatti, quando Ferdinand Piëch estabeleceu a ambição que definiria o motor W16: um carro capaz de superar os 400 km/h, mas com a compostura necessária para chegar à ópera naquela mesma noite.
"Este W16 Mistral foi construído para incorporar ambas as facetas do carro uma última vez", definiu.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.