Brasil vai vender 2,5 milhões de carros em 2026 segundo as concessionárias
Projeção da Fenabrave, entidade que representa os concessionários, prevê crescimento de cerca de 3% em relação a 2025
As vendas de veículos encerraram 2025 em patamar abaixo do esperado. Foram licenciados 2,54 milhões de automóveis e comerciais leves, com crescimento de 2,6% na comparação com o ano anterior. Os números foram divulgados pela Fenabrave, entidade que representa os concessionários.
A organização lembra que o resultado ficou levemente abaixo do projetado anteriormente, que era um aumento de 3%. Ainda assim, a visão para 2026 é positiva. "O Brasil deve vender 2,52 milhões de carros este ano, com crescimento de 3%", estima Sérgio Dante Zonta, vice-presidente da Fenabrave.
Ele lembra que será um grande volume, porém ainda distante do recorde registrado no mercado brasileiro em 2012, quando as vendas somaram 3,63 milhões de veículos. Portanto, a expectativa para este ano é ainda 30% inferior ao pico histórico do segmento. "Os juros altos ainda limitam as vendas", diz o executivo.
Vendas aquecidas em dezembro
Em dezembro, os emplacamentos chegaram a 267,1 mil carros, com aumento de 17,6% sobre novembro do ano passado e alta ainda de 9,6% sobre o mesmo mês do ano passado.
Ainda assim, a associação entende que a realização do Salão do Automóvel não teve efeito sobre as vendas. O evento foi promovido após hiato de sete anos, em novembro, e celebrou bons resultados de público. "Foi um impacto mínimo em um ano difícil, de taxa de juros altos, bancos contraídos na oferta de crédito", disse Marcelo Franciulli, diretor executivo da Fenabrave.
Ele lembra que, se por um lado, a renda per capta cresce no País, o endividamento das famílias está alto, o que freia o investimento em um bem caro como o carro.
Como contraponto, para 2026 o programa Carro Sustentável, que isenta o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) de carros com menor nível de emissão e preços mais baixos, seguirá fomentando a demanda nessa categoria. "A expectativa é conseguir ampliar o programa para modelos elétricos e híbridos de maior valor agregado", diz Tereza Fernandez, economista e consultora da Fenabrave.