Carros elétricos estão mudando a forma como nos deslocamos, mas a verdadeira mudança é mais profunda: estão desmantelando a indústria petrolífera
Segundo a AIE, até 2035, os veículos elétricos evitarão a queima de mais de 12 milhões de barris de petróleo por dia
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a expansão dos veículos elétricos está desmantelando a indústria petrolífera. A entidade projeta que a demanda global por petróleo caia mais de 12 milhões de barris diários até 2035, representando 12% do consumo do planeta. Com a previsão de 23 milhões de unidades vendidas em 2026 — alcançando quase 30% do mercado —, essa rápida transição energética irá antecipar significativamente o pico da demanda global por combustíveis fósseis.
A Agência Internacional de Energia (IEA) acaba de colocar em perspectiva, pela primeira vez, a economia de energia associada à eletrificação dos transportes. E, de acordo com seus cálculos, os veículos elétricos reduzirão a demanda global de petróleo em mais de 12 milhões de barris entre agora e 2035.
O relatório "Global EV Outlook 2026" afirma que abandonar os motores a diesel já significa consumir 1,7 milhão de barris de petróleo a menos por dia, mas em apenas dez anos esse número se multiplicará por dez. Esse volume de petróleo bruto é equivalente à produção combinada dos EUA e da Noruega em 2023, ou 12% da demanda global de petróleo prevista para aquele ano.
Menos petróleo, menos dependência, mais energia
Segundo a AIE (Agência Internacional de Energia), os carros elétricos atingirão uma participação de 5% no mercado global até 2025 e já evitaram a queima de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia (700 mil em 2023), principalmente na China, Europa e Estados Unidos. E isso é só o começo: em apenas 12 anos, essa economia se multiplicará por 17, de acordo com o Cenário de Compromissos Anunciados (APS) da AIE, que se baseia nos compromissos regulatórios já anunciados por diversos países.
A AIE estima que 23 milhões de veículos elétricos serão vendidos anualmente em 2026. Isso representaria uma participação de mercado global de mais de 29%. E esse crescimento acelerado permitirá algo que parecia impossível não muito tempo atrás: antecipar o pico da demanda por petróleo no setor ...
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