Dirigimos o Jetour G700, o SUV que promete permanecer submerso por 40 minutos e enfrenta correnteza
Jipão híbrido, que já atravessou um rio na China, será lançado oficialmente no Brasil até o fim de 2026 e combina motor 2.0 turbo a dois propulsores elétricos, tração integral e recursos para uso fora-de-estrada
A Jetour apresentou no Brasil o G700, SUV híbrido plug-in de luxo previsto para 2026. O modelo impressiona pelos 905 cv de potência e capacidade off-road extrema, prometendo suportar até 40 minutos submerso e transpor alagamentos de 90 cm. Pesando quase três toneladas, vai de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e traz interior luxuoso com tela panorâmica de 35,4 polegadas. Sua bateria de 34,13 kWh recarrega de 30% a 80% em 10 minutos. Versões e preços nacionais ainda serão revelados no lançamento oficial.
A Jetour escolheu o Festival Interlagos 2026 para apresentar pela primeira vez ao público brasileiro o G700, seu novo SUV híbrido plug-in de luxo. O modelo será lançado no País até o fim deste ano, mas são os números acachapantes que chama a atenção no SUV: 905 cv de potência total instalada, 115,7 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Para um carro com quase três toneladas, é impressionante.
Com esse conjunto, o G700 mostrado no Festival Interlagos é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Apesar do desempenho elevado, a proposta do SUV não fica restrita ao asfalto. O modelo tem ângulo de entrada de 35 graus e de saída de 28 graus, além de capacidade declarada para atravessar trechos alagados com até 90 cm de profundidade. O SUV pode permanecer submerso por até 40 minutos, segundo a marca, suportando correntezas de até 5 m/s e pressão de 20 kPa na cabine.
Só que, apesar disso, tudo, a bateria dele não é tão grande quanto o imaginado. A unidade de energia do G700 tem capacidade de 34,13 kWh e suporta carregamento em corrente contínua de até 170 kW. A do Dolphin Mini, por exemplo, tem capacidade de 38 kWh. Essa é a principal diferença de um carro híbrido para um totalmente elétrico. Mas, de acordo com a Jetour, é possível elevar a carga de 30% para 80% em apenas 10 minutos.
O SUV também tem tanque de combustível de 100 litros, combinação que, segundo a marca, proporciona elevado alcance ao modelo, mas não revelou quanto seria.
G700 tem interior luxuoso
Tirando o requinte, milhões de botões e muito couro, o que chama atenção é a quantidade e o tamanho das telas. A central multimídia tem 15,6 polegadas, enquanto o painel de instrumentos panorâmico, que se estende pela parte superior do painel, tem 35,4 polegadas. E ele é "panorâmico" porque tem um formato retangular inusitado, com a base bastante comprida e altura reduzida para não atrapalhar a visão do motorista.
"O G700 representa um novo momento para a Jetour no Brasil. Escolhemos o Festival Interlagos para proporcionar esse primeiro contato porque é um ambiente que reúne apaixonados por automóveis, consumidores e imprensa especializada", afirma Henrique Sampaio, diretor de marketing e produto da Jetour Brasil.
A apresentação realizada no Festival Interlagos é uma avant-première. A Jetour ainda não revelou todas as informações da configuração brasileira. Segundo a marca, versões, equipamentos, preços e demais especificações destinadas ao mercado nacional serão divulgados somente no lançamento oficial, previsto para ocorrer ainda em 2026.
Ou seja, apesar de já conhecermos números do G700, ainda não é possível afirmar qual será a configuração definitiva oferecida ao consumidor brasileiro nem quanto o SUV vai custar.
Como anda o Jetour G700
Mas o Jornal do Carro teve alguns minutos de contato com o carro na pista off-road de Interlagos. E dá para dizer que o carro oferece tecnologia de segurança e de transpor obstáculos como poucos carros já ofereceram por aqui.
Primeiro por causa da entrega de potência e torque que não deixam dúvida da capacidade que o SUV terá. Segundo que ele passou muito fácil por provas como caixa de ovos — na qual as rodas do carro afundam em buracos alternados; passou por trechos e rampas, andou de lado e fez frenagens seguras e responsivas em trechos de lama.
O raio de giro, por ser um veículo bastante comprido, também é outro ponto elogiável. Ao contornar obstáculos próximos e com pouco espaço para manobra, a sensação é de estar dirigindo um carro menor do que o G700 realmente é, facilitando a vida na direção.
Como tivemos apenas cerca de 20 minutos com o carro, não deu para ter certeza de toda a sua entrega. Mas ele certamente será um dos carros mais brutos à venda no país.
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