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03/05/2000
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Os provedores de acesso à Internet também confiam seus sistemas ao GNU-Linux. Um dos mais antigos do Estado, o Via-RS, adotou o software livre em 1996. Foi uma exigência da Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), que buscava aperfeiçoar o seu serviço na web.

A segurança oferecida pelo sistema, que permite acesso ao código de programação e maior controle sobre possíveis avarias técnicas, motivou a mudança. A robustez, fator importante para diminuir as quedas no sistema, também foi considerada, conta Marcelo Branco, vice-presidente da estatal e coordenador do Projeto Software Livre RS.

– A principal vantagem do Linux é que podemos adaptá-lo às nossas necessidades – avalia.

Outro portal importante, o Terra, substituiu os sistemas operacionais de seus servidores web pelo GNU-Linux em 1999 para prevenir possíveis falhas provocadas pelo Bug do Milênio. O software livre roda aplicações específicas, responsáveis por entregar aos usuários páginas e mensagens de correio eletrônico, entre outras tarefas.

O diretor de tecnologia, Alexandre Goidanich, considera que a possibilidade de adaptar o programa à demanda da empresa é a principal característica do sistema:

– Tornamos o Linux mais produtivo, pois a linguagem de programação aberta permite criar novos produtos.

Mazoni (E) e Branco esperam economizar R$ 4 milhões Mazoni (E) e Branco esperam economizar R$ 4 milhões
Goidanich acredita que o software atingiu estabilidade após um ano de uso, embora ainda apresente problemas. O GNU-Linux, explica, requer aperfeiçoamentos e está sendo preparado para suprir as necessidades dos usuários. Novas soluções estão sendo criadas constantemente e isso exigirá o aprimoramento da assistência técnica às empresas e a crescente especialização da mão-de-obra, acrescenta o diretor.

O Via-RS foi a primeira experiência da Procergs com software livre. O sucesso da iniciativa levou a empresa a estudar, em testes de laboratório, a implantação gradual do GNU-Linux nos órgãos governamentais. A Polícia Civil, o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem, o Banrisul e a própria Procergs fazem parte dos projetos-piloto.

– Não podemos afirmar que, a partir de agora, tudo será mudado para software livre, mas vamos dar preferência para estas soluções – diz Marcus Vinicius Mazoni, presidente da Procergs.

Mazoni ressalta que para trocar todos os sistemas do governo seria necessário pelo menos uma década e nem tudo pode ser substituído. Na Secretaria da Fazenda, por exemplo, foi feito um grande investimento em programas proprietários e, por isso, os sistemas atuais serão mantidos. A substituição de alguns softwares, no entanto, representará uma economia anual de R$ 4 milhões.

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