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03/05/2000
GNU-LINUX: A DIFERENÇA ENTRE FATOS E MITOS
Hélio Azevedo (gerente de Marketing de Windows 2000)

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GNU-LINUX: A DIFERENÇA ENTRE FATOS E MITOS

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OS ENDEREÇOS DA COMUNIDADE

Fico impressionado quando dizem que o sistema operacional GNU-Linux é o mais robusto e confiável do mercado, que é a solução perfeita para o usuário doméstico ou corporativo e que é de graça. Acho que é preciso analisar este fenômeno de maneira clara, desmitificando alguns conceitos que passam uma imagem distorcida da situação.

Um dos benefícios do sistema, de acordo com a comunidade Linux, é o de estar ao alcance de qualquer pessoa sem custo. Ocorre que quando uma empresa adota uma plataforma, não pensa apenas no custo de aquisição do software ou do hardware. Preocupa-se, também, com a assistência técnica, o treinamento das pessoas que vão utilizar a plataforma e o desenvolvimento de aplicações.

Sendo assim, o GNU-Linux não é grátis. É, isto sim, uma solução bastante cara. Outro dado interessante: as empresas que vendem o GNU-Linux no Brasil obtêm receita principalmente com a venda do produto e não do suporte. Isso mostra que os clientes pagam pelo GNU-Linux como pagam por qualquer produto disponível no mercado.

Costuma-se dizer que o Linux é confiável por ser um sistema aberto. Isso não é verdade. Historicamente, o sistema operacional apontado como mais confiável é o MVS, que roda nos computadores de grande porte (mainframe) em várias corporações. E o MVS é um dos sistemas mais fechados existentes.

Para chegar ao nível de confiabilidade exigida pelas grandes empresas, é necessário um desenvolvimento estruturado e constante. A Microsoft, por exemplo, investiu US$ 3,6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento somente no ano passado. O Linux é desenvolvido por qualquer programador que queira customizar o código para as suas necessidades, sem qualquer tipo de controle. Com isso, perde-se a compatibilidade com versões anteriores, aplicações existentes ou soluções implantadas. Hoje, os grandes fabricantes de equipamentos oferecem soluções com 99,99% de confiabilidade. Vários têm máquinas com GNU-Linux, mas nenhuma chega a este nível de confiabilidade. Já em relação ao Windows NT, muitos fabricantes garantem esse índice.

A comunidade Linux diz que a performance do sistema é superior a do Windows NT da Microsoft. Testes realizados por algumas empresas nos Estados Unidos com produtos da Microsoft e da Red Hat mostraram que o Windows NT Server teve desempenho superior ao do Linux. Alguns resultados destes testes podem ser encontrados no site www.microsoft.com/ntserver/nts/exec/compares/ntlinux.asp.

O GNU-Linux, sem dúvida, roda em equipamentos antigos como PCs 386 e 486, mas a funcionalidade é mínima. Alguns exemplos: interface gráfica e páginas web dinâmicas em casos de servidores não são possíveis em plataformas antigas. Sendo assim, nesta mesma plataforma é possível conseguir melhor uso com produtos como o Windows Terminal Server, Windows for Workgroups 3.1, ou Windows 3.1. É importante lembrar também que equipamentos antigos além de apresentarem performance inferior, não são compatíveis com o bug do milênio. Isso pode acarretar custos extras para a empresa, inviabilizando seu uso.

O número de usuários Linux cresceu muito nos últimos meses. Será verdade? Os órgãos que fazem o levantamento de mercado usam metodologias diferentes para para calcular o número de servidores Windows NT, Netware e Unix. Com relação ao Linux, se o usuário compra uma cópia do produto em uma loja de informática e depois adquire dois livros com o código incluso, o estudo conta como se três usuários estivessem usando o sistema. Assim, tem-se a impressão de que há mais usuários de GNU-Linux do que na verdade existem.

As empresas conhecem a importância da informática para seus negócios. Por isso, exigem dos fornecedores de tecnologia performance e qualidade, com custos reduzidos. Também necessitam de um relacionamento que permita uma visão clara do futuro, para que o investimento seja feito de maneira correta.

As empresas buscam não apenas compra de hardware ou software, e sim parcerias com seus fornecedores. É o que move o mercado de informática. Por isso, é importante mostrar os fatos de maneira clara e imparcial, para que todos possam avaliar as melhores opções de mercado que se adaptem aos seus negócios.

A plataforma Linux é o objeto de paixões inflamadas, assim como havia os grupos pró-OS/2, os pró-NC ou basicamente os grupos anti-Microsoft. O fato é que o Linux ainda tem um longo caminho até se firmar como uma solução de negócios.

Um sistema operacional é o meio e não a atividade principal da empresas, sendo que o mais importante é que ele funcione, seja seguro e esteja sempre disponível, além de ter uma empresa por trás que garanta a qualidade e assuma responsabilidades. Para terminar, gostaria de citar uma frase do fundador do site especializado em informática Mozzila.org, Jamie Zawinksi:

– O Linux só é de graça se o seu tempo não vale nada.

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