Jogamos: Park Beyond promete ser um divertido jogo de gerenciamento
Testamos o simulador de parque de diversões da Bandai Namco; jogo chega em junho para PC, PS5 e Xbox Series X/S
Jogos de simulação e gerenciamento podem ser considerados alguns dos maiores pontos positivos em escolher um PC como sua plataforma principal de games. É o caso de Park Beyond, jogo desenvolvido pela Limbic Entertainment e publicado pela Bandai Namco, que promete entregar várias horas de diversão para quem sonha em ter o seu próprio parque de diversão.
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Novato no parquinho
Park Beyond começa de uma forma bem criativa. A fim de testar as suas “habilidades” na engenharia, uma jovem pede para que você construa uma montanha-russa que conecte a janela de seu apartamento até o parque próximo. Então, através de um tutorial direto e simples, você aprende os comandos básicos de construção dentro do jogo.
Ao chegar no parque Tempesnuvem, Phil, o dono, lhe apresenta com uma grande oportunidade: construir novas atrações e gerenciar os parques espalhados ao redor do mundo. Apesar da ideia ser agradável, você descobre que a empresa de Phil está praticamente quebrada financeiramente por conta de investimentos ruins, e você vai ser um dos responsáveis para transformar estes problemas em lucro.
Para ajudar nesta parte financeira, Phil contratou Izzy, uma executiva séria que oferece caminhos para o jogador. Por meio de reuniões, você deve entrar em um consenso com a diretoria de Tempesnuvem para escolher qual é o melhor caminho a se seguir na construção dos novos parques.
Com um sistema simples de escolha, eu precisava escolher entre três temas para usar em meu parque: faroeste, “mundo dos doces” ou ficção científica. Eu escolhi tematizar com os cowboys, e por isso recebi um pacote de objetos, brinquedos e estandes que refletiam o tema do faroeste americano. Também precisei selecionar o público alvo do meu parque, que variavam entre adolescentes, adultos e famílias.
Todas essas escolhas refletem na popularidade e no possível lucro do seu parque, visto que você, como gerente, precisa criar atrações específicas para atrair o tipo certo de público. Após finalizar a decisão, eu estava livre para construir o que eu desejasse. Phil me deu as chaves de uma construção abandonada, e era o meu trabalho transformar aquele lugar no maior parque de diversões que o mundo já viu.
Soltando a criatividade
Eu comecei com o básico que todo lugar público precisa: banheiros, estandes de comida e locais para descansar. Primeiro, eu pavimentei um caminho para que os futuros visitantes pudessem caminhar, e fui conectando com os serviços básicos por todo o parque. Depois, comecei a adicionar os principais brinquedos que chamasse a atenção do meu público alvo: os adolescentes.
No jogo, os adolescentes preferem brinquedos mais radicais e violentos, enquanto não se interessam por brinquedos mais leves e com pouca adrenalina. Adicionei um estilingue humano gigantesco, coloquei alguns brinquedos giratórios espalhados pelo parque, e então comecei a montar as minhas montanhas-russas.
Durante a criação da montanha-russa, é possível selecionar “metas” que geram diferentes interesses e valores para a atração. Essas metas consistem em pequenas missões que você precisa realizar na montagem do brinquedo, e podem variar entre atingir a velocidade máxima de 120 km/h ou criar um trilho que viaje por mais de 1.000 metros em sua extensão.
O editor oferecia muitas ferramentas interessantes para você deixar a sua criatividade voar, incluindo loopings, canhões, trilhos que andam debaixo da terra e até divisores dos carrinhos no meio da brincadeira. Eu passei muito tempo apenas criando e testando diferentes módulos, e sempre era satisfatório ver o meu projeto funcionando após vê-lo cair várias vezes.
A criação do parque é divertida, mas o jogo não termina por aí… Afinal, você ainda tem que gerenciá-lo, e garantir que nenhum visitante vá embora por alguma frustração. Você precisa contratar funcionários para garantir a manutenção do parque, ficar de olho na rentabilidade dos brinquedos para garantir que você tenha lucro, e tomar decisões críticas para manter o parque funcionando. O jogo te dá muita liberdade para comandar as coisas da forma que você achar melhor, e isso ficou ainda mais evidente quando eu pude aumentar o valor das comidas e das bebidas no parque por conta da boa e velha lei da oferta e demanda.
Conclusão
Park Beyond parece ser um jogo de gerenciamento que sabe bem o que quer. As mecânicas de construções, apesar de serem complexas, não são difíceis de aprender, e isso pode abrir um caminho para um público mais casual que não está acostumado com este tipo de jogo. Gerenciar o parque também não é complicado, mas pode ser um pouco confuso por conta de alguns elementos escondidos na HUD do jogador.
No final, eu tive um ótimo tempo jogando Park Beyond. Passei muitas horas deixando a criatividade rolar, e fiquei muito feliz com o resultado do meu parque. O jogo tem um potencial enorme, e eu mal posso esperar para o seu lançamento mais tarde neste ano.
Park Beyond chega em 15 de junho para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.
*Este teste foi realizado no PC, no beta fechado de Park Beyond.