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Nintendo admite que aumento de preço do Switch 2 não cobre todos os custos e não descarta novos reajustes

Presidente Shuntaro Furukawa revelou que empresa absorveu parte dos custos extras para não prejudicar vendas; console sobe de US$ 450 para US$ 500 em setembro

13 mai 2026 - 08h45
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O presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, admitiu que o aumento de preço do Switch 2 — de US$ 450 para US$ 500, com implementação global a partir de 1º de setembro — não reflete a totalidade dos custos adicionais que a empresa vem enfrentando.

Foto: Joe Raedle/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Em apresentação sobre os resultados financeiros da companhia, Furukawa explicou que a Nintendo optou por absorver parte dos custos para não criar uma barreira de entrada ainda maior para o console. "Embora desejássemos priorizar uma ampla adoção do console, foi difícil arcar com os custos crescentes por um longo período", disse.

Os fatores que levaram ao reajuste são estruturais e, segundo a empresa, devem permanecer no médio e longo prazo: aumento no custo da memória, desvalorização do iene e alta nos preços do petróleo bruto, que impacta frete e logística. A guerra no Irã também elevou os custos operacionais. A Nintendo estima um impacto de ¥ 100 bilhões (aproximadamente R$ 3 bilhões na cotação atual) em seus negócios por conta dessas pressões combinadas. Apesar do reajuste, Furukawa deixou claro que novos aumentos não estão descartados. "Reconhecemos que provavelmente sentiremos o impacto não apenas este ano, mas também no próximo", afirmou o executivo.

O cenário financeiro da empresa preocupa investidores. A Nintendo divulgou uma previsão de lucro operacional de ¥ 370 bilhões para o ano corrente, bem abaixo da média de ¥ 480 bilhões estimada pelos analistas. A projeção de vendas do Switch 2 também ficou abaixo do esperado: 16,5 milhões de unidades para o ano fiscal que encerra em março de 2027, num momento em que o console havia vendido 19,9 milhões de unidades até março deste ano. As ações da empresa acumulam queda de cerca de 30% em 2026, na pior fase em uma década.

Apesar dos números decepcionantes, Furukawa aposta no software para reverter o quadro. "Vamos preparar uma seleção robusta de jogos para aumentar o valor de aquisição do Switch 2. Trabalharemos diligentemente para superar essa barreira", disse. A empresa anunciou um remake de Star Fox para o segundo semestre, mas analistas apontam que o catálogo ainda não decolou. Um complicador adicional é o lançamento iminente de Grand Theft Auto VI, amplamente esperado para rodar melhor no PlayStation 5 da Sony, o que pode desviar a atenção e o dinheiro dos consumidores.

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