Saiba quem é a "milagrosa" arma do Japão para derrubar o Brasil
- Celso Paiva
- Direto de Tóquio
Se a Seleção Brasileira tem conseguido fazer a diferença dentro deste Mundial Feminino de Vôlei por conta da variedade de opções (uma hora com Natália, uma hora com Sheilla, outra com Jaqueline), o mesmo não se pode dizer das adversárias de José Roberto Guimarães na semifinal, no próximo sábado.
A equipe do Japão chega pela primeira vez, nos últimos 18 anos, entre as quatro melhores principalmente por conta da ponteira Kimura Saori. Apelidada de "milagre" Saori ou de "infinito" Saori, a jogadora é conhecida pela sua rápida mobilidade e por ocupar várias posições diferentes se assim for exigida.
Com 1,85m, ela é uma das mais altas do "baixinho" time japonês e depois de o Brasil passar pelos Estados Unidos, ontem, foi um dos nomes citados pelo técnico José Roberto Guimarães como um perigo em quadra. "O Japão melhorou muito, principalmente nos ataques de fundo e no bloqueio, com a Ebata e a Saori, que estão fazendo a diferença. Cada uma tem feito em média 20 pontos".
Saori tem feito mesmo muitos pontos. A jogadora japonesa é a segunda maior neste quesito no campeonato, com 187 pontos, perdendo apenas para a turca Darnel Neslihan. Nas estatísticas do torneio, a ponteira ocupa ainda o título de melhor atacante das donas da casa até aqui na competição.
Mas a arma principal da camisa 12 vem sendo o saque. Melhor no ranking do torneio neste fundamento, Saori já conseguiu 18 aces no Mundial e errou apenas 11 dos seus 154 tentados ao longo do torneio. Se a tática que o Brasil vem utilizando nos seus jogos é a de anular as peças chave de cada adversária fica a dica para o jogo contra as japonesas: olho na camisa 12.