"Verdadeira várzea", diz presidente da CBF após derrota da Seleção Brasileira para Bolívia
Após o confronto, o presidente da CBF, Samir Xaud, disparou duras críticas à arbitragem, à polícia e até mesmo aos gandulas.
Na noite de terça-feira, 9 de setembro, Brasil e Bolívia se enfrentaram pela última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com a partida disputada na altitude, os donos da casa souberam administrar a vantagem de um gol e confirmaram a vitória sobre a equipe brasileira. Após o confronto, o presidente da CBF, Samir Xaud, disparou duras críticas à arbitragem, à polícia e até mesmo aos gandulas.
Xaud classificou o ocorrido como uma "verdadeira várzea" e afirmou que cobrará providências por parte da Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano.
"É uma tristeza o que aconteceu hoje (terça) aqui. Desde a nossa chegada, o que vimos foi anti-jogo, mesmo com essa altitude de 4 mil metros. Jogamos contra a arbitragem, jogamos contra a polícia, jogamos contra os gandulas tirando as bolas de campo, puxando as bolas, colocando bolas dentro de campo. Então, me desculpa a palavra, mas uma verdadeira várzea hoje. É o que nós não esperamos para o futebol mundial, nem para o futebol sul-americano."
Sobre a arbitragem, o mandatário da CBF afirmou que a seleção "jogou contra 14 homens", em referência ao árbitro Cristian Garay e seus auxiliares, Miguel Rocha e Juan Serrano.
"Fica difícil jogar futebol, ainda mais enfrentando 14 homens dentro de campo contra uma seleção. Espero que a Conmebol tome providências, justamente porque temos tudo gravado, tudo o que aconteceu aqui. Isso não pode acontecer, é um absurdo."
Violência policial
O presidente da CBF também criticou a forma como a delegação foi recebida pela Polícia Boliviana. Segundo Xaud, os agentes agiram de forma "truculenta" e destacou que situações como essa são recorrentes quando a seleção precisa jogar no país vizinho.
"Polícia truculenta com toda a equipe, com toda a comissão técnica. Isso é algo que não esperamos. No Brasil, recebemos todas as seleções muito bem, abraçamos os adversários e colocamos tudo à disposição. Mas quando vamos jogar fora, principalmente aqui, chega a ser absurda a recepção que temos. Fica a minha indignação e espero que a Conmebol tome providências. Nós não queremos que isso volte a acontecer e vamos formalizar tudo."