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"Verdadeira várzea", diz presidente da CBF após derrota da Seleção Brasileira para Bolívia

Após o confronto, o presidente da CBF, Samir Xaud, disparou duras críticas à arbitragem, à polícia e até mesmo aos gandulas.

10 set 2025 - 13h16
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Na noite de terça-feira, 9 de setembro, Brasil e Bolívia se enfrentaram pela última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com a partida disputada na altitude, os donos da casa souberam administrar a vantagem de um gol e confirmaram a vitória sobre a equipe brasileira. Após o confronto, o presidente da CBF, Samir Xaud, disparou duras críticas à arbitragem, à polícia e até mesmo aos gandulas.

"Verdadeira várzea", diz presidente da CBF após derrota da Seleção Brasileira para Bolívia
"Verdadeira várzea", diz presidente da CBF após derrota da Seleção Brasileira para Bolívia
Foto: @rafaelribeirorio I CBF / Portal de Prefeitura

Xaud classificou o ocorrido como uma "verdadeira várzea" e afirmou que cobrará providências por parte da Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano.

"É uma tristeza o que aconteceu hoje (terça) aqui. Desde a nossa chegada, o que vimos foi anti-jogo, mesmo com essa altitude de 4 mil metros. Jogamos contra a arbitragem, jogamos contra a polícia, jogamos contra os gandulas tirando as bolas de campo, puxando as bolas, colocando bolas dentro de campo. Então, me desculpa a palavra, mas uma verdadeira várzea hoje. É o que nós não esperamos para o futebol mundial, nem para o futebol sul-americano."

Sobre a arbitragem, o mandatário da CBF afirmou que a seleção "jogou contra 14 homens", em referência ao árbitro Cristian Garay e seus auxiliares, Miguel Rocha e Juan Serrano.

"Fica difícil jogar futebol, ainda mais enfrentando 14 homens dentro de campo contra uma seleção. Espero que a Conmebol tome providências, justamente porque temos tudo gravado, tudo o que aconteceu aqui. Isso não pode acontecer, é um absurdo."

Violência policial

O presidente da CBF também criticou a forma como a delegação foi recebida pela Polícia Boliviana. Segundo Xaud, os agentes agiram de forma "truculenta" e destacou que situações como essa são recorrentes quando a seleção precisa jogar no país vizinho.

"Polícia truculenta com toda a equipe, com toda a comissão técnica. Isso é algo que não esperamos. No Brasil, recebemos todas as seleções muito bem, abraçamos os adversários e colocamos tudo à disposição. Mas quando vamos jogar fora, principalmente aqui, chega a ser absurda a recepção que temos. Fica a minha indignação e espero que a Conmebol tome providências. Nós não queremos que isso volte a acontecer e vamos formalizar tudo."

Portal de Prefeitura
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