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Presidente do Vasco não aceita cessão do Maracanã à dupla Fla-Flu

4 abr 2019
20h57
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A proposta conjunta de Flamengo e Fluminense ao Governo do Estado do Rio de Janeiro para administrar o Maracanã desagradou Alexandre Campello, presidente do Vasco. O dirigente do clube de São Januário havia sugerido que os quatro grandes do Rio de Janeiro se unissem na missão de tomar conta do estádio e se disse surpreendido com a atitude de Flamengo e Fluminense.

Em entrevista coletiva, na noite desta quinta-feira, Campello afirmou que o Vasco não concorda com esse tipo de cessão de direitos, porque o Maracanã é um patrimônio do povo, construído com dinheiro da sociedade e não pode ser usado de maneira exclusiva por um dos clubes. "Vamos buscar os nossos direitos, na Justiça ou em outro lugar", afirmou.

O presidente relatou que os dirigentes dos quatro clubes se reuniram na Casa Civil e que o Vasco respondeu positivamente sobre a possibilidade de participar, de forma conjunta, da administração do Maracanã. Mas Campello ressaltou que achou o prazo muito curto porque a nova gestão deveria assumir já no próximo dia 19, na véspera da decisão do Campeonato Carioca, tempo que ele considerou muito pequeno para se decidir um assunto de tanta importância.

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O dirigente cruz-maltino disse que o seu clube também não concordou com a postura do Flamengo que demonstrou desde o início que queria ter o controle do Maracanã.

"A gente até aceitaria que o Flamengo tivesse uma participação maior nos resultados, uma vez que era esperado que o clube rubro-negro disputasse um número maior de partidas no estádio, mas eles queriam ter o controle dessa gestão, com isso o Vasco não concorda", comentou.

O presidente do Vasco disse desconfiar de um jogo de "cartas marcadas" porque o Flamengo deu a impressão de que já sabia o que seria preciso para participar da concorrência em condições de sair vitorioso. E que isso parece ter partido de dentro do Governo do Estado. "Não quero afirmar que houve informação privilegiada, mas tudo foi muito estranho", disse o presidente.

Para o dirigente do Vasco, o Maracanã é muito importante para negociar contratos comerciais e, por isso, ele não aceita que apenas um dos clubes tenha o controle da gestão. Campello também lamentou a posição subalterna assumida pelo Fluminense na negociação e garantiu que o Vasco não aceita ficar sem segundo plano e não participar das decisões.

"O Vasco não precisa de esmola para jogar no Maracanã. Nós queremos a gestão em condições de igualdade", concluiu o presidente do Vasco, Alexandre Campello.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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