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Wilander explica sucesso no casamento: muito tênis longe de casa

20 dez 2012 - 10h55
(atualizado às 10h55)
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Dono de sete títulos de simples em Grand Slams (três Abertos da Austrália, três Roland Garros e um Aberto dos Estados Unidos), mais de US$ 8 milhões acumulados somente em premiações, Mats Wilander não abre mão de viajar. Quando não está em um dos grandes torneios do circuito trabalhando como comentarista, o sueco, 48 anos, ainda joga. É o que tem feito durante esta semana no Grand Champions Rio, torneio de veteranos realizado na nova quadra do Hotel Copacabana Palace. Segundo ele, passar um tempo longe de casa é o segredo para a longevidade do seu casamento de 26 anos com a ex-modelo sul-africana Sonya, com quem tem quatro filhos.

Mats Wilander, 48 anos, está no Brasil para a disputa do Rio Champions
Mats Wilander, 48 anos, está no Brasil para a disputa do Rio Champions
Foto: Luiz Cândido/Alpha Imagem / Divulgação

“Talvez é por isso que eu seja casado por 26 anos. Eu não me preocupo com o que as pessoas pensam da minha vida. Eu aproveito das formas de que gosto. Divirto-me comentando, jogando tênis, ensinando tênis, falando de tênis, vendo tênis. É uma boa vida. Estou feliz, minha mulher também e nossos quatro filhos estão muito bem”, conta.

Rico, Wilander tem uma propriedade no estado americano de Idaho, nas Montanhas Rochosas, onde mora. “Vivo seis meses de uma maneira mais cosmopolita, em várias cidades do mundo, e seis meses rodeado pela natureza, entre alces e gansos", diz.

É deste cenário idílico também que analisa o momento do tênis sueco, que já chegou a ser um modelo de revelação de talentos para outros países e hoje em dia não tem nem sequer um jogador entre os 300 melhores do mundo.

“A competição no mundo todo hoje está muito mais acirrada. Nós não temos nenhum torneio challenger, não temos muitos futures (competições de nível mais baixo), você tem que viajar da Suécia para o meio da Europa e isso custa dinheiro, é difícil para um jovem de 19 anos conseguir fazer tudo sozinho. É um ambiente muito complicado. Eu acho que a revelação de jogadores anda em círculos. Acredito que nos próximos dez anos vamos ter novos grandes jogadores suecos por aí”, confia Wilander, que vai disputar nesta quinta-feira, contra o brasileiro Marcos Daniel, a terceira colocação no Rio Champions.

“Acho que o modelo não é um problema. Aliás, não existe um modelo. Você não consegue fabricar tenistas. Você deve permitir que os jovens possam jogar como eles querem. Se você consegue jogar como você quer, você fica com vontade de brigar por sua vida. Se você é obrigado a jogar de uma certa maneira porque esta é a forma que jogam os melhores jogadores, você nunca vai chegar a ser um profissional. É importante ter o seu coração no jogo, ter seu estilo próprio. É como ser homem, algumas mulheres são atraentes, outras não. Você entende o que eu digo? É a mesma coisa no tênis. Você tem que descobrir o seu caminho”, filosofa.

A esperança do momento para a Suécia sair da segunda divisão da Copa Davis, para onde caiu nesta temporada, é o retorno de Robin Soderling, que sofre com uma mononucleose. Wilander diz que conversou com o compatriota, ex-número 5 do mundo e duas vezes finalista de Roland Garros, recentemente. Aguarda sua volta para breve.

“Soderling está tentando voltar. Cada dia ele tem treinado mais, embora sinta dificuldades alguns dias em que se sente cansado demais. Eu acho que ele vai voltar. É como acontece com Rafael Nadal (que se recupera de lesão no joelho). Eles não estão apressando nada, querem voltar apenas quando estiverem 100% fisicamente", afirma. 

Fonte: Terra
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