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ATP

João Souza é outra vítima de racismo de austríaco no circuito

25 set 2010 - 09h00
(atualizado às 09h22)
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Ainda aguardando resolução, a acusação de racismo contra Júlio Silva não é única no tênis brasileiro. Outro atleta, João "Feijão" Souza também foi vítima de comentários ofensivos relacionados a sua cor de pele. O agressor é o mesmo: o austríaco Daniel Koellerer, atual 220 do ranking mundial.

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O fato aconteceu dois anos atrás, na Colômbia. "Ele me xingava, passava do meu lado me chamava de negro em inglês", contou o atleta. Ao contrário do compatriota, porém, o paulista decidiu não levar a ocorrência adiante. "Eu fingi que não era comigo e deixei ele de lado. Ganhei o jogo, então só disse: me xinga aí porque eu ganhei e você vai voltar para a Áustria. Só se ele tocasse em mim que a coisa iria mudar", afirmou.

O apelido de Souza está relacionado justamente à pele morena, além de seu gosto pelo alimento. Ele garante, porém, que Koeller foi o único a lhe xingar por isso. "Esse cara é uma exceção no circuito, já aprontou com todo mundo", acusa.

Sem títulos expressivos na carreira, Koellerer tem muito mais destaque no circuito por suas polêmicas que pelo seu talento. Além dos casos contra Julinho e Feijão, ele já ofendeu a torcida brasileira durante o Challenger de Aracaju, em 2005, quando durante um jogo contra Thiago Alves chamou os torcedores de macacos e depois imitou sons do animal. No mesmo torneio, levou um pisão do argentino Maximo González, irritado com provocações.

Até Juan Martin Del Potro, vencedor do Aberto dos Estados Unidos no ano passado, já foi vítima do austríaco, que há cinco anos lhe acertou propositalmente uma bolada no peito em uma partida em Buenos Aires. Quando o tenista da casa pediu atendimento médico por cãimbras, ele passou a se contorcer todo, zombando o adversário. Apesar do histórico, Daniel só foi suspenso duas vezes pela ATP, uma por agredir fisicamente o italiano Federico Luzzi, com quem brigou durante um jogo, e outra por ofender Nicolas Almagro.

Os problemas já atingiram até câmeras de TV, alvo de raquetadas de "Crazy Dani", como ele se auto-define. Odiado pelos colegas, ele foi alvo de um abaixo-assinado de outros jogadores, que tentaram, sem sucesso, sua exclusão do tênis profissional.

Justamente por isto, Feijão mantém uma postura tranquila. "Não estava lá com o Julinho para saber como foi, mas é chato pois não tinha motivo para acontecer de novo. Se acontecer comigo por parte de torcida ou com outra pessoa, eu não sei nem falar como vou reagir. Mas não é uma coisa que eu vou levar a sério porque não vai me afetar chamar de negro", disse o tenista, que está na semifinal das chaves de simples e da duplas do challenger de Bogotá, primeira etapa da Copa Petrobras de tênis.

 Daniel Kollerer
Daniel Kollerer
Foto: Getty Images
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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