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Após vencer Wimbledon, Federer torna-se favorito ao ouro nos Jogos

9 jul 2012
10h16
Sebastián Purgart
Direto de Londres

Roger Federer abandona a quadra cendral de Wimbledon depois de cumprir com o que exigia a história, somando seu sétimo título para se igualar a Pete Sampras. O suíço se dirige à ponte localizada na conexão de St. Mary's Walk e South Concourse, dentro do All England Club. Mais de cem pessoas vibram com uma simples saudação formal de Federer. Mais que um adeus e um agradecimento do suíço, o gesto parece um "até logo". A lenda do tênis mundial, vencedor de 17 Grand Slams e que superará a permanência de 286 semanas como número um imposta por Pete Sampras, ainda quer conquistar algo mais: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres.

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De 28 de julho a 5 de agosto, o All England receberá os melhores tenistas do mundo. Os nomes não mudarão muito em comparação ao torneio de tênis mais antigo de todos. Já a grama, maltratada após mais de duas semanas de competição, será trocada por uma que terá a imagem dos anéis olímpicos.

Os candidatos para ganhar os 750 pontos disponíveis para o ranking da ATP em caso de título serão os gigantes que dominam o esporte na atualidade. Federer, longe de ganhar uma Copa Davis a curto prazo, tem no ouro olímpico a única ausência em seu histórico de sucesso. Levantar o troféu de campeão no último domingo levou-o a transformar-se em favorito natural para todos.

Entre os adversários do suíço, Rafael Nadal defenderá o título conquistado em Pequim, então sobre quadra dura. Já o sérvio Novak Djokovic quer superar o bronze de quatro anos atrás. Empurrado pela torcida, e depois de quebrar um tabu de 74 anos sem britânicos na final de Wimbledon, Andy Murray também está no páreo.

Quão ansiosos estão os tenistas para subir ao degrau mais alto do pódio em Londres 2012? Fernando Vergara, jornalista argentino que segue o dia a dia do circuito ATP, indica que "ultimamente se dá mais importância aos Jogos, todos estão empenhados em conseguir uma medalha". No mesmo tom, o espanhol Miguel Angel Zubiarrain (revista Grand Slam Tennis e rádio Cadena Ser) afima: "os Jogos são muito visados, é o que a pátria de cada um deles está buscando. Os grandes tenistas, que antes não queriam jogar esses torneios, agora querem o ouro porque ele te faz um herói em seu país."

O movimento olímpico poderia reeditar algo que não acontece desde Estocolmo 1912: jogar sob um teto. Apesar de os organizadores de Wimbledon tentarem manter as partidas ao ar livre, o clima chuvoso de Londres os obriga a proteger o espetáculo. Mas além da diferença notada por um cenário fechado, o jogo em si se altera com bolas mais lentas e devoluções simples diante de especialistas em saque. "Precisa-se de tempo para se adaptar a jogar sob um teto", mencionou Djokovic, campeão de 2011, depois da vitória diante de seu compatriota Victor Troicki dias atrás.

Nos Jogos Olímpicos de 1908, o tênis teve lugar em Queens e em Worple Road, pertencente à zona de Wimbledon. Em 1948, a modalidade ficou fora do programa oficial, devido a um conflito entra a Federação Internacional de Tênis (ITF) e o Comitê Olímpico Internacional (COI). Em poucos dias, o All England Club abrirá suas portas pela primeira vez aos Jogos Olímpicos. As roupas coloridas e representativas de cada nação romperão o tradicional branco de Wimbledon. Os candidatos ao título serão os mesmos de sempre.

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Suíço beija troféu que o devolveu ao topo do ranking da ATP no último domingo
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Foto: AP
Fonte: Terra
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