Tema Neymar gera desgaste entre jornalistas e mantém mistério sobre presença na Copa
Ausência do atacante na convocação anunciada por Ancelotti expõe clima de bastidor em coletiva realizada na CBF
“Curiosos, né?”
Foi assim que Carlo Ancelotti, cercado por muitas câmeras e jornalistas, quebrou o silêncio antes de anunciar os atacantes convocados para os amistosos contra França e Croácia, pela última Data Fifa antes da Copa do Mundo.
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A frase, dita em tom descontraído, entregava o clima no auditório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na tarde desta segunda-feira, 16, no Rio de Janeiro. Entre jornalistas e torcedores, a expectativa girava em torno de um único nome: Neymar.
Entretanto, quem esperava ver o craque santista convocado, teve que lidar com a frustração quando a lista foi revelada, o que provocou certo ‘cuidado’ de jornalistas ao abordar o tema, tão debatido nos últimos meses. As justificativas, segundo o treinador italiano, passam exclusivamente pela condição física do jogador.
“É uma avaliação física, não técnica. Neymar com bola está muito bem, tem que melhorar fisicamente. Porque para a comissão e para mim não está 100% de suas possibilidades. Ele tem que trabalhar para estar 100%. Essa é a minha opinião e de toda a comissão que vê o jogo dele e que vai ver os jogos dele nos próximos dias e meses”, argumentou o mister.
Apesar de não ter sido lembrado nesta ocasião, Ancelotti afirmou que Neymar pode estar na lista final para a Copa de 2026.
“Neymar pode estar na Copa do Mundo. Por que não o chamei nessa convocação? Porque não está 100%. Mas o discurso da lista final é outro”.
Nos bastidores da coletiva, jornalistas presentes trataram a ausência de Neymar com relativa naturalidade. Entre alguns profissionais, o tema Neymar já provoca até certo desgaste em coletivas da seleção.
“Teve o espaço que o Neymar merece, mas muitos colegas preferem até evitar perguntas pela repercussão nas redes sociais”, comentou um repórter.
Até a divulgação da lista final, prevista para 18 de maio, o futuro de Neymar na Seleção parece depender menos da expectativa em torno de seu nome e mais da sequência de jogos e da condição física que conseguirá apresentar. Enquanto isso, Ancelotti mantém a mesma postura adotada desde que assumiu o comando da equipe: distância pública dos jogadores.
“Nunca falo habitualmente com jogadores. Quero ter a mesma relação com todos”, disse o treinador.
Por ora, a única conclusão possível é a seguinte: a menos de três meses para a Copa, a presença do maior astro brasileiro no torneio ainda é um mistério.