Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Futebol Internacional

Publicidade

Goleada canadense entra em ranking de vitórias elásticas de anfitriões de Copas

Vitória por 6 a 0 sobre o Catar iguala maior margem de um país-sede em Copas e fica a três gols do recorde geral do torneio

18 jun 2026 - 22h41
Compartilhar
Exibir comentários

O Canadá colocou sua goleada sobre o Catar em uma prateleira histórica das Copas do Mundo. Com o 6 a 0 desta quinta-feira (18), no Vancouver Place, em British Columbia, pela segunda rodada do Grupo B, a seleção de Jesse Marsch igualou a maior margem de vitória já alcançada por um país anfitrião no torneio masculino.

Além disso, o resultado deixou o Canadá ao lado de três marcas históricas de seleções que jogavam em casa. A Itália venceu os Estados Unidos por 7 a 1 em 1934. Depois, o Brasil fez 7 a 1 na Suécia em 1950. Já a Argentina goleou o Peru por 6 a 0 em 1978. Portanto, todos esses placares terminaram com seis gols de diferença, mesma margem construída pelos canadenses diante do Catar.

A goleada, por consequência, encerrou uma espera de 48 anos entre anfitriões. Desde Argentina 6 x 0 Peru, nenhum país-sede havia vencido uma partida de Copa por seis gols de diferença. A Rússia, em 2018, chegou perto na abertura do torneio, quando bateu a Arábia Saudita por 5 a 0. Ainda assim, ficou um gol abaixo da margem máxima.

Entre os maiores anfitriões

A marca canadense ganha peso porque aparece em um recorte muito específico. Vencer por seis gols de diferença em Copa do Mundo já representa um feito raro. Fazer isso como país-sede, portanto, amplia o alcance estatístico do resultado e coloca a seleção em uma galeria curta.

Até esta quinta-feira, apenas Itália, Brasil e Argentina tinham conseguido uma margem tão ampla jogando em casa. Agora, o Canadá passa a integrar esse grupo. Além disso, faz isso em uma edição disputada em três países, mas com atuação como anfitrião diante de sua torcida, em Vancouver.

O placar também muda a percepção sobre a campanha canadense. A equipe havia empatado com a Bósnia e Herzegovina na estreia e ainda buscava sua primeira vitória em Copas. No entanto, contra o Catar, conseguiu mais do que vencer. Construiu uma goleada que entrou diretamente na história do torneio.

Recorde geral ainda distante

No ranking geral das maiores goleadas da história das Copas, o Canadá ainda fica abaixo do topo. A maior margem já registrada no torneio é de nove gols. A Hungria fez 9 a 0 na Coreia do Sul em 1954. Depois, a Iugoslávia repetiu a diferença no 9 a 0 sobre o Zaire em 1974. Por fim, a própria Hungria voltou ao recorde com 10 a 1 sobre El Salvador em 1982.

Assim, a vitória canadense não entra entre as maiores margens absolutas da história do Mundial. Ainda assim, o 6 a 0 fica em um patamar expressivo. A diferença de seis gols supera muitos placares marcantes de seleções tradicionais e, sobretudo, ganha outro peso pelo contexto de anfitrião.

Há, portanto, duas leituras possíveis. No ranking geral, o Canadá fica abaixo das maiores goleadas absolutas. No recorte de países-sede, porém, iguala o topo. Por isso, o resultado sobre o Catar não aparece apenas como uma vitória larga, mas como um marco estatístico da competição.

Marca continental

O placar também supera a maior goleada anterior de uma seleção da Concacaf em Copas. Até então, a principal marca da região era o 4 a 0 do México sobre El Salvador, em 1970. Com seis gols de diferença, o Canadá elevou esse limite continental e, ao mesmo tempo, transformou sua primeira vitória em casa no Mundial em recorde regional.

Essa marca reforça a dimensão do resultado para o futebol da América do Norte, Central e Caribe. A Concacaf já teve campanhas relevantes em Copas, especialmente com México, Estados Unidos e Costa Rica. No entanto, nenhuma seleção da região havia construído uma vitória tão ampla no torneio.

Dessa forma, o Canadá não apenas avançou na própria história. Também reposicionou a região em uma lista de goleadas que, normalmente, reúne seleções europeias e sul-americanas. A partida contra o Catar, portanto, passa a ter peso nacional e continental.

Domínio desde cedo

A construção do resultado começou ainda no primeiro tempo. Larin abriu o placar aos 15 minutos. Em seguida, Jonathan David marcou aos 28 e voltou a aparecer aos 47, antes do intervalo. Com isso, o Canadá foi para o vestiário com 3 a 0, ampla superioridade e controle total da partida.

Na etapa final, o domínio continuou. Saliba fez o quarto em cobrança de falta. Depois, Manai marcou contra. Já nos acréscimos, Jonathan David completou o hat-trick aos 46 minutos, ao dominar dentro da área, girar e bater de esquerda.

O Canadá, além disso, manteve intensidade mesmo com a vantagem construída. A equipe já havia chegado ao intervalo com 11 finalizações certas e seguiu atacando pelos lados. Assim, transformou superioridade técnica, vantagem numérica e ambiente favorável em uma goleada histórica.

Cena dramática

Ismaël Koné sofreu fratura na perna esquerda durante a goleada do Canadá sobre o Catar nesta quinta-feira (18) –
Ismaël Koné sofreu fratura na perna esquerda durante a goleada do Canadá sobre o Catar nesta quinta-feira (18) –
Foto: Reprodução / Jogada10

O jogo, no entanto, também teve uma cena dramática. Koné sofreu uma entrada dura de Madibo no início do segundo tempo e deixou o campo de maca, após fraturar a perna esquerda. O jogador do Catar recebeu cartão vermelho. Antes disso, Homam Ahmed já havia sido expulso ainda no primeiro tempo, depois de revisão do VAR em falta sobre Buchanan.

Com dois jogadores a mais, o Canadá controlou o restante da partida. Ainda assim, a lesão de Koné marcou a noite e provocou comoção entre jogadores e torcedores. Saliba, que entrou justamente no lugar do volante, homenageou o companheiro depois de marcar o quarto gol canadense.

A imagem sintetizou parte da noite em Vancouver. De um lado, o Canadá celebrava uma marca histórica. De outro, lidava com a preocupação pela gravidade da lesão de um de seus jogadores. Portanto, a goleada também teve um componente emocional importante.

História ofensiva ampliada

A noite também mudou a história ofensiva canadense em Copas. Antes do duelo com o Catar, o Canadá tinha apenas três gols somados em todas as suas participações no torneio. Não marcou em 1986, fez dois gols em 2022 e havia balançado a rede uma vez na estreia de 2026.

Em Vancouver, no entanto, a seleção fez seis gols em uma só partida. Assim, passou de três para nove gols no total histórico em Mundiais. Ou seja, em 90 minutos, marcou o dobro de tudo o que havia produzido nas Copas anteriores e na estreia desta edição.

Esse salto ajuda a explicar o tamanho do resultado. O Canadá não apenas venceu por goleada. Além disso, reescreveu sua própria relação com o torneio, em uma Copa disputada diante de sua torcida e em uma fase decisiva para suas ambições.

Situação no grupo

Com o resultado, o Canadá chegou a quatro pontos e assumiu a liderança provisória do Grupo B. A equipe fecha a fase de grupos contra a Suíça, no dia 24, às 16h (de Brasília), em Vancouver.

Foto: Fran Santiago/Getty Images - Legenda: Jonathan David celebra um dos três gols que marcou na goleada histórica sobre o Catar com Stephen Eustaquio / Jogada10

Já o Catar permaneceu com um ponto e passou a depender de uma reação na última rodada. A seleção enfrenta a Bósnia e Herzegovina no mesmo dia e horário, em Toronto.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  TwitterInstagram e Facebook.

Jogada10
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra