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Técnico da Holanda pede demissão após derrota para Marrocos na Copa

Seleção de Ronald Koeman foi eliminada do Mundial nos pênaltis

1 jul 2026 - 08h40
(atualizado às 09h01)
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O técnico da Holanda, Ronald Koeman, anunciou sua demissão do comando da equipe na última terça-feira (30), um dia após a derrota para Marrocos, nos pênaltis, que eliminou o país na segunda fase da Copa do Mundo.

Apontada como uma das favoritas ao título, a seleção holandesa perdeu por 3 a 2 na disputa por pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, em partida disputada em Monterrey.

A Holanda esteve muito perto da classificação. Cody Gakpo abriu o placar e manteve a equipe em vantagem até os acréscimos, quando Issa Diop marcou o gol de empate para os marroquinos.

Na decisão por pênaltis, Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville desperdiçaram suas cobranças, selando a eliminação holandesa.

Em uma publicação nas redes sociais, Koeman assumiu a responsabilidade pelo resultado e comunicou sua saída.

"Ontem à noite, tomei a decisão de deixar o cargo de técnico da seleção holandesa. Todos nós compartilhávamos o sonho de fazer história nesta Copa do Mundo, mas não conseguimos. Ninguém está mais decepcionado do que eu. Como técnico, a responsabilidade final é minha", escreveu.

O treinador, de 63 anos, também revelou que a decisão foi influenciada pela situação de saúde de sua esposa, Bartina, diagnosticada com câncer de mama.

"Os últimos anos me fizeram perceber, mais uma vez, que existem coisas mais importantes do que o futebol. O futebol tem sido a minha vida, mas a saúde não tem preço. Quando alguém que você ama trava uma batalha difícil, sua perspectiva muda", declarou.

Koeman, que também dirigiu o Barcelona e os clubes ingleses Southampton e Everton ao longo de sua carreira, estava em sua segunda passagem pelo comando da seleção da Holanda.

Após a eliminação, a Federação Holandesa de Futebol condenou os ataques racistas direcionados a jogadores da equipe nas redes sociais.

Em nota, a entidade afirmou que "o futebol une as pessoas, independentemente de origem ou histórico", e repudiou os insultos racistas e discriminatórios registrados após a derrota.

Além disso, reforçou que "o racismo e a discriminação não têm lugar no futebol, na internet ou em nossa sociedade".

Ansa - Brasil
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