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T. Ribeiro vê chance final em clássico e quer G-4 para "bancar" Claudinei

24 out 2013 - 12h10
(atualizado às 12h13)
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<p>Thiago Ribeiro acredita que chances de arrancada do Santos passam pelo clássico; atacante fez lobby pela permanência de Claudinei</p>
Thiago Ribeiro acredita que chances de arrancada do Santos passam pelo clássico; atacante fez lobby pela permanência de Claudinei
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Thiago Ribeiro se reencontrou no Santos. Nem a histórica goleada por 8 a 0 somada a substituição ainda aos 35min do primeiro tempo logo em sua estreia, diante do Barcelona, em 2 de agosto, atrapalharam os planos da principal contratação do clube para o segundo semestre. Em entrevista ao Terra, o atacante afirmou ver o clássico de domingo, contra o Corinthians, como a última grande chance da equipe engrenar rumo ao G-4 e que espera pela conquista da vaga para a próxima Copa Libertadores da América, principalmente, para convencer a diretoria a bancar o técnico Claudinei Oliveira .

"Jogar com o estádio cheio é bom. Verdade que os públicos (na Vila Belmiro) não têm sido grandes, mas o torcedor acompanha o time. Se brigarmos verdadeiramente por algo no Campeonato (Brasileiro), eles (torcedores) comparecem e empurram. Vejo que quem tem ido, tem incentivado, ajudado, mas acredito que se quisermos chamar mais torcedores passa muito por esse clássico contra o Corinthians. Porque se vencermos o Corinthians, faltando sete rodadas, nos aproximamos muito de brigarmos por uma vaga para a Libertadores. Logo depois tem o Cruzeiro, em casa, então é uma grande chance", disse o camisa 9.

"Desde que entrou, o trabalho (do Claudinei) é muito bom. Pressionado todos são, quem trabalha em time grande é assim, porém vejo ele tranquilo com isso. Eu sou favorável para que continue o trabalho, torço que possamos terminar o ano bem e que venha a vaga na Libertadores para coroar o trabalho do Claudinei", completou.

O atacante que ficou quase dois anos no modesto Cagliari, da Itália, vive a sua melhor fase no clube. Virou o único titular absoluto do ataque, com seis gols em 22 jogos pela equipe. Claudinei, por sua vez, tem sido constantemente pressionado no cargo devido a oscilação da equipe no Campeonato Brasileiro.

A recente série de resultados positivos na competição nacional afastou as cobranças. O técnico tem contrato com o Santos até o fim deste ano, mas sofre rejeição de alguns dirigentes do clube. Recentemente, Francisco Cembranelli, promotor e membro do Comitê Gestor, se manifestou por meio do Facebook pessoal sobre a postura de Claudinei afirmando que o clube precisava de um "técnico com T maiúsculo".

Thiago ainda elogiou durante a entrevista a postura do comandante afirmando se tratar do técnico de melhor diálogo que teve em toda a carreira. Prestigiada e alinhada, a dupla precisará ir além do desempenho do Santos até então no campetição em busca da sonhada vaga entre os quatro primeiros colocados.

Veja a primeira parte da entrevista com o atacante Thiago Ribeiro:

Terra - Gostaria que você falasse do atual momento do Santos após uma chegada conturbada. Como o time reagiu ao pós-goleada? Vive o melhor momento no clube após três meses?

Thiago Ribeiro - Primeiramente, estou muito feliz. São três meses e estou muito feliz, pois o que eu queria era voltar para o Brasil e jogar em um grande clube como o Santos. Cheguei aqui sem fazer pré-temporada, pois estava de férias na Itália, treinei apenas uma semana lá e, mesmo assim, já com a cabeça na negocição, pois sabia que poderia voltar. Acabou que tudo se concluiu, voltei e tive muito pouco tempo para treinar. Estreei ainda naquele jogo contra o Barcelona, muito longe da minha forma física ideal. Foi uma estreia muito ruim, com uma derrota daquelas, mas, graças a Deus, não só eu como todo o grupo superou o episódio. Iniciei o Brasileiro ainda longe da minha condição física, então fui entrando pouco a pouco na equipe. Acabei ganhando a melhor condição jogando. Foi algo gradativo até me sentir bem para começar a jogar como titular e, a partir daí, fui evoluindo com o passar dos jogos. Creio que vivo um grande momento, fazendo gols, podendo ajudar o Santos, jogando bem, e isso que interessa para mim.

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Terra - Voltando aquele 8 a 0, você substituído ainda no primeiro tempo, em algum momento você pensou: 'o que eu vim fazer aqui'? Foi a pior goleada da carreira?

Thiago Ribeiro - As coisas estavam bem traçadas na minha cabeça, aquilo foi um acidente, algo raro. O máximo que tinha perdido era de 4 a 0. Era algo (a substituição) que já estava combinada com o Claudinei. Eu só jogaria o primeiro tempo, mas devido a circunstância de jogo, eu muito abaixo da minha situação ideal, acabou que o Claudinei antecipou a minha saída, tentando segurar mais a bola, amenizar o resultado. Com 4 a 0 é difícil ter grandes aspirações, precisávamos nos preocupar mais em não levar. Acabou que tomamos oito. Era algo que ninguém queria, não gostei de estrear assim, o Santos também não imaginava um jogo como foi, mas em momento nenhum me arrependi de voltar. Sempre tive certeza que a minha volta seria boa, que ficaria perto da minha filha e dentro do campo tentaria corresponder as expectativas.

Terra - Algo unânime entre os jogadores do elenco são os elogios direcionados ao Claudinei Oliveira, a relação com ele, o trabalho que faz. É o treinador com quem você teve o melhor diálogo na carreira? Como avalia o trabalho dele?

Thiago Ribeiro - Com relação a treinadores, sempre tive um bom diálogo com todos. O Claudinei, conhecendo ele há três meses, desde que conversei com ele a primeira vez tive impressões muito boas. Além de ele ser um treinador jovem, já mostra ser um grande comandante, com um futuro bom pela frente, pois é muito tranquilo. Ele nos passa tranquilidade, confiança, dá moral para todos, conversa com todos, brinca. Então, temos muita liberdade com ele. Dos que trabalhei, é o que tem a maior facilidade de diálogo. Não só comigo, mas com todos os jogadores. Ele passa confiança e quando tem que cobrar, cobra. Assim como quando tem que elogiar. Isso é importante, quando há confiança entre grupo e treinador as coisas tendem a andar bem.

Terra - Vendo o trabalho dele, na oitava colocação, com 43 pontos, vê motivos para ele ser pressionado nos bastidores? Você acredita que ele é o técnico para 2014?

Thiago Ribeiro - Claro, quem decide o futuro do clube, dos jogadores e do treinador é a direção, mas desde que cheguei ele vem conseguindo ótimos resultados e se eu tivesse que dar a minha opinião, se eu tivesse o poder de decisão, o manteria, pois é jovem, promissor e faz um grande trabalho. Acredito que até o fim do Brasileiro o Santos vai melhorar ainda a sua posição, brigando, ainda, por Libertadores. Desde que entrou, o trabalho (do Claudinei) é muito bom. Pressionados todos são, quem trabalha em time grande é assim, porém vejo ele tranquilo com isso. Eu sou favorável para que continue o trabalho, torço para que possamos terminar o ano bem e que venha a vaga na Libertadores para coroar o trabalho do Claudinei, que é muito bom até aqui. Então, sou favorável que fique para o ano que vem..

Terra - Você recentemente teve uma conversa com ele para mudar o seu posicionamento. Não gosta de jogar como centroavante? O que conversaram?

Thiago Ribeiro - Conversei com o Claudinei dizendo que sempre atuei livre, mas mais aberto pelo lado esquerdo. Por onde passei, sempre foi assim. Como jogamos a maioria dos jogos sem uma referência só deixei claro que prefiro o lado esquerdo, mas sempre tive liberdade para atuar. No Cruzeiro me movimentava bastante, no São Paulo, na Itália. Aqui procuro ficar mais pela esquerda, pois o Everton (Costa) tem ocupado mais a direita. Procuro me movimentar, entrar em diagonal, volto para armar. Não jogo o tempo todo ali, mas é o meu lado preferido, onde me sinto bem para trazer para dentro.

Terra - Com relação a Vila Belmiro tem te assustado os públicos diminutos? Tem mexido diretamente com essa falta de resultados em casa? Deveriam comparecer mais?

Thiago Ribeiro - Jogar com o estádio cheio é bom. Verdade que os públicos (na Vila Belmiro) não têm sido grandes, mas o torcedor acompanha o time. Se brigarmos verdadeiramente por algo no Campeonato (Brasileiro), eles (torcedores) comparecem e empurram. Vejo que quem tem ido, tem incentivado, ajudado, mas acredito que se quisermos chamar mais torcedores passa muito por esse clássico contra o Corinthians. Porque se vencermos o Corinthians, faltando sete rodadas, nos aproximamos muito de brigarmos por uma vaga para a Libertadores. Logo depois tem o Cruzeiro, em casa, então é uma grande chance. Temos que ajudar, também, o torcedor a vir. Se vencermos eles, quatro jogos serão em casa, o torcedor irá nos incentivar. O estádio vazio é ruim, pois podemos estar até em um dia ruim, mas na base do empurrão da torcida conseguimos a vitória. Precisamos procurar corresponder, também. O Santos vive de títulos e quando o torcedor ver que o time está no rumo certo, vai comparecer. O meio termo é que é complicado, então temos noção disso. Queremos melhorar no final para que compareçam em peso e nos ajudem.

Terra - Falando de São Paulo, você trabalhou com o Paulo Autuori em 2005. Por que acha que fracassou em seus recentes trabalhos? Houve uma queda?

Thiago Ribeiro - Não sei dizer o motivo, trabalhei com ele duas vezes: no São Paulo e no Catar. É um grande treinador e uma grande pessoa. Sem estar lá dentro é difícil explicar, é um cara muito sério e pelo que percebi prometeram uma série de coisas e não cumpriram, mas não foi pelos resultados.Já no São Paulo não sei dizer. Ele chegou em uma fase muito irregular do São Paulo, o time não mostrou uma melhora, perdeu vários jogos e isso é ruim. Quando um treinador chega e não tem resultados, e isso não é só com o Autuori, sai mesmo. O Muricy já conseguiu isso.

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Terra - Com o Muricy você trabalhou, também, mas saiu mesmo após ter sido o artilheiro do Campeonato Paulista de 2006. Houve algum problema com ele?

Thiago Ribeiro - Eu nunca tive problemas com ele. Foi a partir da chegada dele que vivi a minha melhor fase no São Paulo. Fui o artilheiro do Paulista, eleito um dos melhores atacantes, virei titular superando Aloisio, Alex Dias, Leandro e outros. O que me atrapalhou foi uma lesão na panturrilha no segundo semestre, o Leandro entrou no time e eu não voltei. Na época fiquei chateado pelos três meses no DM machucado, sabendo que teria que entrar pouco a pouco e recuperar o meu espaço. Acabou que recebi uma proposta muito boa e pelo fato de não ter voltado a ser titular, entendendo que merecia, optei com o meu empresário de ir para lá. Tinha acabado de renovar o meu contrato por dois anos e um mês depois fui para o Catar.

Terra - Você trabalhou com o Rogério Ceni, no São Paulo. Já viu alguma liderança tão influente no clube e no elenco como ele exerce vendo o que viveu no Cruzeiro, agora no Santos e em outros clubes fora do País? É positiva essa liderança?

Thiago Ribeiro - Nos quase dois anos de São Paulo sempre me dei muito bem com ele. Ele é líder, realmente, mas nunca vi o Rogério com uma liderança excessiva, tentando se intrometer em alguma coisa. Ele sempre procura ajudar os jogadores mais jovens, sempre pensando no São Paulo. Nunca vi ele fazendo algo que não dizia respeito a ele. Digo pelo tempo em que estive ali, só tenho coisas boas dele. Como jogador é extraordinário, o maior da história do São Paulo, e fora das quatro linhas sempre foi muito profissional e sempre respeitou à todos. Nunca o vi se meter em nada que não disse respeito a ele.

Terra - Houve uma consulta do Santos no início do ano. Lamenta não ter feito parceria de ataque com o Neymar? E quem foi o principal parceiro da sua carreira?

Thiago Ribeiro - Eu tive em janeiro uma sondagem do Santos, quando a janela estava aberta, ainda. O meu empresário me ligou, se reuniu com o presidente do Santos para conversar, mas aquele momento o Cagliari não aceitava me liberar. O presidente disse que eu era muito importante para o time e que naquele momento não havia chances. Teria sido legal jogar com o Neymar, um dos melhores do mundo, que muito em breve pode se tornar o melhor. Infelizmente não aconteceu, só joguei contra, pelo Cruzeiro, e vi toda a sua qualidade, é um grande jogador, mas ainda estou novo, o Neymar, também. Sobre os parceiros, acho que no São Paulo me dei muito bem com o Ricardo Oliveira, mas quem eu joguei mais junto, em número de jogos e que deu certo, foi o Kleber, hoje no Grêmio. Nos conhecíamos bem e nosso estilo de jogo combinava, ele protegia a bola, segurava, e eu armava as jogadas. Fiz muitos gols com ele e dei muitas assistências. Em 2010, fui o artilheiro do time e ainda dei muitas assistências. Era uma filosofia do Adilson (servir o Kleber). Foi a época em que ele fez mais gols, então, desses jogadores, a principal sequência foi com ele.

Terra - E fora de campo?

Thiago Ribeiro - Ele é tranquilo, nunca vi dar problemas fora de campo.

Fonte: K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME
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