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'Levaria Neymar para a cadeia', aponta Nikolas Ferreira sobre projeto de lei da Misoginia

O deputado federal Nikolas Ferreira utilizou suas redes sociais, nesta sexta-feira (03), para dizer que, caso o Projeto de Lei da Misoginia fosse aprovado, Neymar poderia ser preso.

3 abr 2026 - 22h24
(atualizado às 22h24)
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Neymar
Neymar
Foto: Ricardo Moreira/Getty Images / Esporte News Mundo

O deputado federal Nikolas Ferreira utilizou suas redes sociais, nesta sexta-feira (03), para dizer que, caso o Projeto de Lei da Misoginia fosse aprovado, Neymar poderia ser preso.

Na última quinta-feira (02), o jogador proferiu comentários considerados machistas ao árbitro Sávio Pereira Sampaio, ao dizer que o juiz estava "de chico".

Na publicação, o parlamentar também classificou a proposta como uma "aberração" e afirmou que pretende atuar contra o projeto na Câmara dos Deputados.

"Se a lei da misoginia for aprovada, casos como esse levariam Neymar para a cadeia. Como eu disse, essa lei é uma aberração. Derrubaremos isso na Câmara", disse Nikolas Ferreira em sua conta no X.

Por conta das falas contra o árbitro, após o duelo entre Santos e Remo pelo Campeonato Brasileiro, Neymar pode ser punido e desfalcar a equipe, caso o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analise o caso com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

O artigo 243-G do CBJD prevê punição para atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceito, como origem, raça, sexo, cor, idade ou deficiência. As sanções incluem suspensão de cinco a dez partidas para atletas e técnicos, podendo chegar a 120 a 360 dias para outros envolvidos.

Além disso, o artigo 258 trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, como reclamações acintosas contra a arbitragem, com penas que variam de uma a seis partidas de suspensão, ou de 15 a 180 dias.

ENTENDA O PROJETO DE LEI DA MISOGINIA:

Na publicação, Nikolas Ferreira menciona a aprovação do "Projeto de Lei da misoginia" (PL nº 896/2023) no Senado. A proposta prevê alterações na legislação para incluir crimes motivados por misoginia como forma de discriminação, abrangendo injúrias e incitação ao ódio contra mulheres.

O texto estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para crimes dessa natureza.

O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, com substitutivo da senadora Soraya Thronicke, e segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

Esporte News Mundo
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