Jovem jogador de clube do Rio, suspeito de participar de estupro coletivo, é preso
João Gabriel Bertho, de 19 anos, é um dos cinco alvos de investigação de um suposto crime sexual contra uma adolescente, de 17 anos
O segundo suspeito de participar de estupro coletivo de uma adolescente, de 17 anos, foi preso nesta terça-feira (03/03), no Rio de Janeiro. Trata-se de João Gabriel Bertho, de 19 anos, jogador do Serrano FC, situado na Região Serrana do estado. Assim, o atleta decidiu se apresentar na 10ª DP, em Botafogo, bairro da Zona Sul da capital e onde houve a expedição do mandado de detenção.
Anteriormente, no mesmo dia, o primeiro entre os acusados de cometer o crime sexual se entregou: Matheus Veríssimo Zoel, também de 19 anos. Ele compareceu a uma delegacia junto a um advogado. Inclusive, sobre João Gabriel Bertho, após a repercussão do suposto caso de estupro, o Serrano anunciou o seu afastamento enquanto o inquérito estiver em andamento.
Intimações pelo estupro
A Polícia Civil denunciou dois jovens de 18 anos pelo caso: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Além deles, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins, ambos de 19, também respondem por estupro com concurso de pessoas e são considerados foragidos.
O quarteto também deve sofrer sanções na esfera educacional. Isso porque a Reitoria e a Direção-Geral do Colégio Pedro II campus Humaitá, onde a maioria dos suspeitos estuda, abriram processo administrativo para desligá-los da instituição.
Defesa do jogador do Serrano
De acordo com o delegado do caso, Ângelo Lajes, houve uma "emboscada planejada" para vítima na casa do ex-namorado — um dos suspeitos. A 12ª DP Copacabana concluiu o inquérito no sábado (28) e, ainda de acordo com as investigações, os envolvidos podem receber condenação de quase 20 anos pelo crime.
A defesa de João Gabriel, contudo, nega o crime. Segundo o advogado Rafael De Piro, há "imagem da jovem, ao fim do encontro, despedindo-se do amigo com um sorriso e um abraço".
Depoimento da vítima de estupro
A investigações indicam que o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. A adolescente informou que aceitou convite de um colega de escola, mas só soube da presença de outras pessoas no elevador do condomínio. Segundo relato, o jovem sugeriu que fariam "algo diferente", mas ela recusou.
No quarto, conforme o inquérito, quatro jovens entraram enquanto ela mantinha relação com o primeiro rapaz. A vítima, depois de muita insistência, permitiu apenas a permanência dos outros jovens no local desde que não a tocassem.
Ela relatou que sofreu beijos forçados, apalpamentos, sexo oral mediante coação e relações sexuais com violência. A adolescente declarou agressões físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal, e afirmou que não conseguiu deixar o cômodo.
Segundo a polícia, um menor também suspeito teria inclusive se preocupado com as marcas das agressões e questionado se a mãe costumava vê-la sem roupa. O caso dele em específico tramita na Vara da Infância e Juventude e a identidade não será revelada.
Câmeras registraram a chegada e a saída dos jovens do prédio. Após o fato, a adolescente procurou a 12ª DP Copacabana e realizou exames de corpo de delito, que identificou lesões em partes íntimas.
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