Portugal teve preparação 'perfeita' para a Copa e jogadores sonham com um título inédito
Na véspera da estreia de Portugal contra a República Democrática do Congo (RDC), o treinador Roberto Martínez destacou que a preparação da seleção 'foi perfeita em todos os níveis", apesar da lesão de Rúben Dias. Já o meio-campista Bruno Fernandes ressaltou a coesão e a força coletiva de um grupo "especial", que sonha com o título.
Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Houston,
Bruno Fernandes descartou o rótulo de que a atual equipe, vencedora da última Liga das Nações da Europa, seja a melhor de todos os tempos. "A melhor seleção de sempre é aquela que ganha, por isso eu espero que no final desta competição poderemos ser assim intitulados porque seria bom sinal", argumentou.
Bruno Fernandes forma com os companheiros Vitinha e João Neves, do campeão europeu PSG, o meio campo de uma equipe que tem talentos reconhecidos em todos os setores do campo, além da experiência do craque Cristiano Ronaldo.
O talento dessa equipe gera muitas expectativas e coloca Portugal como uma das candidatas ao título, um sonho assumido pelos jogadores, mas com cautela.
"Sonhar não é proibido, mas o nosso foco é jogo a jogo. Se queremos realmente ser intitulados como a melhor seleção de sempre portuguesa, temos que pensar primeiro no próximo passo e não muitos passos à frente", disse, prudente.
Apesar da coesão forte do grupo, Bruno Fernandes também acredita nas individualidades dessa seleção, que podem fazer a diferença. "Eu acho que as individualidades vão ser sempre importantes.Temos um grupo muito coeso, muito forte e que a qualquer momento tem jogadores que são capazes de criar situações de gols".
Sobre o adversário da estreia, Bruno Fernandes observou muitas características da RDC. "É uma seleção bastante física defensivamente, também com muito boa capacida de transição e velocidade no ataque".
Apesar da experiência, Bruno Fernandes confessou a ansiedade para a estreia. "Eu, particularmente, fico sempre nervoso. Acho esse nervosismo faz parte, representamos nossa seleção, o nosso país, o nosso povo", concluiu.
Preparação "perfeita"
O espanhol Roberto Martínez, que treina a seleção portuguesa há mais de três anos, demonstrou plena satisfação com a preparação da equipe, que antes da Copa, venceu dois jogos amistosos contra o Chile e a Nigéria.
"A preparação foi perfeita a todos os níveis", afirmou, apesar da lesão do zagueiro Rúben Dias que não está 100% e ficará de fora do jogo de abertura. "Não é o momento de arriscar", argumentou, informando que o jogador faz um trabalho individual para continuar a recuperação.
Apesar da ausência, o técnico mostra-se tranquilo com as opções disponíveis, destacando a versatilidade do elenco. "A polivalência do nosso grupo é maior do que trazer um jogador novo sem experiência no contexto da seleção."
Martínez deixou claro que estudou a República Democrática do Congo, vista como uma seleção forte, experiente e em crescimento. "É uma equipe muito flexível taticamente, agressiva, que gosta de duelos físicos e muito vertical."
Questionado sobre a ambição portuguesa no torneio, Martínez admitiu o sonho de vencer, mas enfatizou a necessidade de pragmatismo.
"O sonho comanda a vida, mas o Mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado."
E esse caminho começa já no primeiro jogo, com uma mensagem clara do treinador: "Há dois Mundiais: o dos três jogos da fase de grupos e depois outro. Primeiro, precisamos ganhar do Congo".
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