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Desculpa aí, foi mal, não sou racista, tenho amigo negro

É hora de dar um basta para as desculpas esfarrapadas na luta contra o racismo

12 nov 2019
22h26
atualizado às 22h35
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Flagrados, os corajosos irmãos que ofenderam o segurança do Atlético Mineiro com injúrias raciais, no Mineirão, se arrependeram na delegacia. Um deles lembrou que tem um irmão negro, amigos negros e até negros que cortam seu cabelo. Um depoimento comovente em que ele garantiu que não falou macaco e sim palhaço.

Fábio Coutinho foi alvo de racismo no Mineirão
Fábio Coutinho foi alvo de racismo no Mineirão
Foto: Reprodução/Galo TV / Estadão Conteúdo

O outro irmão, que cuspiu e soltou um: “olha a sua cor”, pediu perdão e garantiu que ensina os filhos a respeitarem ao próximo. E assim de desculpa em desculpa, vamos sobrevivendo. Afinal, chega de mi mi mi, não é mesmo? Vale tudo na cabeça dessa gente “de categoria”. Pode ofender à vontade, é só se desculpar depois.

Só que não. A lei prevê uma pena de um a três anos de prisão, além de multa, para crimes de injúria racial. Que seja cumprida para que sirva de exemplo contra a impunidade e contra o racismo.

 

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