A Série B do Brasileiro de 2013 não será a primeira de Fernando Prass, que já foi até campeão da competição em 2009, com o Vasco. E o goleiro avisa: o Palmeiras, mantendo jogadores que foram base da equipe que conquistou a Copa do Brasil em julho, está mais adiantado do que os vascaínos três anos atrás.
Fernando Prass assinou por três anos com o Palmeiras
"O Vasco estava em uma situação complicada, sem referências e com poucos jogadores. Já o Palmeiras, hoje, tem uma base, jogadores que são referência dentro do clube. O caminho já está um pouco mais percorrido. Claro que as coisas não vão correr mais fáceis por causa disso, mas já é um caminho percorrido", indicou o camisa 25.
Fora de campo, Prass vê semelhanças, já que o Vasco caiu em 2008 quando Roberto Dinamite ficou no lugar de Eurico Miranda na presidência, enquanto o Palmeiras vive ambiente turbulento com as eleições em 21 de janeiro. Mas a preocupação do goleiro é que os atletas se conscientizem de que a Libertadores é tão importante quanto o acesso, embora seja disputada de forma bem diferente.
"Teremos um 2013 de opostos. No primeiro semestre, jogaremos a Libertadores, a competição mais importante para os clubes brasileiros, e depois vem a segunda divisão. São situações de jogo bem distintas. Isso tem que ser tratado com muito cuidado e consciência. Precisa ser bem trabalhado na cabeça de todos nós desde o início do ano", indicou o goleiro de 34 anos.
"Precisamos encarar todos os torneios da mesma forma, o mais profissional e sério possível. Não dá para dizer qual é a mais importante. E não é demagogia. A Libertadores é importantíssima, e a Série B tem fundamental importância para o clube retornar à elite, não dá para o Palmeiras ficar mais de um ano na segunda divisão", cobrou.
E para subir, o Palmeiras irá encarar por 38 rodadas a missão de ser o principal alvo dos outros 19 clubes na busca por quatro vagas na Série A de 2014. "O Palmeiras teve seus defeitos e caiu por isso, mas agora tem a chance de retornar. É um caminho complicado, já passei por ele. Todos os adversários jogarão o jogo da vida contra nós, será a principal partida do ano na cidade e na carreira de muitos jogadores. Até o final do ano, a luta vai ser árdua", apontou.
Mas a força no elenco existe, garante Prass, mesmo sem ter atuado com nenhum dos jogadores que permaneceram no grupo ou com o lateral direito Ayrton, também recém-contratado - o goleiro só conviveu um pouco com Henrique, que saia das categorias de base do Coritiba no início do século quando ele já era titular até sair para o União Leiria, de Portugal, em 2005.
"Não só eu, todos conhecem o elenco do Palmeiras. O grupo está passando por uma remodelagem, alguns saíram ou ainda vão sair e outros vão chegar. Mas tomara que até o início da pré-temporada tenhamos o grupo fechado para nos conhecermos a fundo. Além de treinamento, é importante o jogador novo conhecer os outros de perto", apontou.
A briga desta quarta-feira na partida entre São Paulo e Tigre-ARG, que encerrou o jogo no intervalo e deu o título da Copa Sul-Americana de 2012 à equipe paulista, escreveu mais uma página na longa lista de confusões entre os clubes do Brasil e dos outros países latinos em competições sul-americanas. Relembre algumas das mais lamentáveis cenas de pancadaria dos brasileiros nos últimos anos:
Foto: Bruno Santos / Terra
São Paulo x River Plate (ARG), Copa Sul-Americana 2003 Em jogo no Estádio do Morumbi, o São Paulo conseguiu reverter a desvantagem do jogo de ida (derrota por 3 a 1) e venceu por 2 a 0, caindo nos pênaltis. No entanto, no decorrer do jogo, o zagueiro Ameli (River Plate) se envolveu em duas confusões - primeiro com Diego Tardelli, após o primeiro gol, e com Rico, nos acréscimos. Na confusão, Rico, Jean, Luis Fabiano (São Paulo), Ameli, Pereyra e Barrado (River Plate) foram expulso.
Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press
América (MEX) x São Caetano, Copa Libertadores 2004 No fim do jogo, o time paulista comemorava o empate por 1 a 1 no Estádio Azteca, que garantia a vaga nas quartas de final do torneio. A festa azul esquentou os donos da casa, e logo uma briga generalizada começou à beira do gramado. Irritada, a torcida começou a atirar objetos no gramado - inclusive um carrinho de mão - e a invadir o campo. O time paulista acabou classificado, enquanto os mexicanos viram sete torcedores presos.
Foto: AFP
Palmeiras x Cerro Porteño (PAR), Copa Libertadores 2006 Em jogo pela sexta rodada do Grupo G da competição, Palmeiras e Cerro Porteño se enfrentaram em São Paulo. No fim do primeiro tempo, Washington (Palmeiras) e Baéz (Cerro Porteño) iniciaram uma discussão, que logo envolveu os jogadores dos dois times. O zagueiro Douglas se envolveu na confusão, e foi expulso com Baéz pelo árbitro boliviano René Ortubé. No fim, derrota do Palmeiras (já classificado) por 3 a 2.
Foto: Fernando Pilatos / Gazeta Press
Fluminense x Cerro Porteño (PAR), Copa Sul-Americana 2009 Derrotado pelo Fluminense no Estádio do Maracanã por 2 a 1, o Cerro Porteño se irritou com a eliminação nas semifinais da Copa Sul-Americana - o time havia perdido também em casa por 1 a 0. Os jogadores começaram uma briga dentro de campo, e só foram para o vestiário após intervenção dos policiais. Classificado, o Fluminense perdeu o título para a LDU de Quito.
Foto: Fernando Soutello/Agif / Gazeta Press
Estudiantes (ARG) x Internacional, Copa Libertadores 2010 O Inter conseguiu a classificação às semifinais da Libertadores, graças a um gol de Giuliano aos 43min do segundo tempo - o time perdeu por 2 a 1, mas havia vencido por 1 a 0 em Porto Alegre e se beneficiou do gol fora de casa. Batido no Estádio Centenário de Quilmes, o time argentino iniciou uma briga após o jogo: Desábato (Estudiantes) e Abbondanzieri (Inter) trocaram ofensas, e logo mais jogadores se envolveram.
Foto: Getty Images
Argentinos Jrs. (ARG) x Fluminense, Copa Libertadores 2011 Na última rodada do Grupo C da Copa Libertadores de 2010, América (MEX), Nacional (URU), Argentinos Jrs. (ARG) e Fluminense disputavam as vagas para a próxima fase. O time carioca foi a Buenos Aires e venceu o Argentinos Juniors por 4 a 2. Eliminada em casa, a equipe local partiu para cima dos cariocas após o jogo, enquanto objetos eram atirados das arquibancadas. O Flu precisou de escolta para deixar o gramado.
Foto: Getty Images
Santos x Peñarol (URU), Copa Libertadores 2011 Ao vencer a final da Libertadores por 2 a 1 no Estádio do Pacaembu, o Santos se envolveu em uma briga com o Peñarol, iniciada após a invasão de um torcedor que desagradou aos uruguaios. Policiais tentaram apaziguar a situação, mas os dois times voltaram a se encontrar na entrada dos vestiários. Mesmo assim, o Santos pôde comemorar normalmente a conquista do torneio.
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