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Leila Pereira reage e processa torcedores após pichações no Palmeiras

A medida foi motivada por frases consideradas ofensivas e acusatórias, em especial uma que atribui conduta criminosa à dirigente

23 jan 2026 - 12h40
(atualizado às 13h01)
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Foto: Ricardo Moreira/Getty Images / Esporte News Mundo

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, decidiu adotar medidas judiciais após as pichações registradas nos muros da sede social do clube, na madrugada da última quarta-feira (21). O ato de vandalismo ocorreu horas depois da derrota por 4 a 0 para o Novorizontino, resultado que provocou forte reação de parte da torcida e marcou um momento delicado no início da temporada de 2026.

Foto: Reprodução / Esporte News Mundo

Entre as frases escritas nos muros, críticas ao elenco e ao técnico Abel Ferreira dividiram espaço com ataques diretos à dirigente. Uma das mensagens, em especial, motivou a ação judicial: "Leila, seu negócio é roubar". A presidente entendeu o conteúdo como calúnia e difamação, por atribuir a ela prática criminosa relacionada à gestão do clube, e determinou que os responsáveis sejam processados.

Foto: Reprodução / Esporte News Mundo

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), já identificou cinco envolvidos no episódio. Câmeras de segurança do entorno do Allianz Parque ajudaram a localizar os autores e um veículo utilizado na fuga. Entre os identificados, há ao menos um torcedor com histórico de envolvimento em episódios de violência ligados a torcidas organizadas.

Foto: Reprodução / Esporte News Mundo

Além das medidas judiciais, o Palmeiras promete punições administrativas. Caso os responsáveis sejam sócios do clube, eles serão excluídos do programa Avanti e terão os CPFs bloqueados para a compra de ingressos em jogos com mando alviverde. O clube também providenciou a rápida restauração do muro na Rua Palestra Itália, com a remoção completa das inscrições.

O protesto aconteceu em um contexto esportivo incomum para o Palmeiras recente. A goleada sofrida para o Novorizontino foi a pior derrota da equipe desde a chegada de Abel Ferreira, em 2020. O time não perdia por quatro gols de diferença há quase 11 anos, o que transformou o resultado em um ponto fora da curva de uma era marcada pela solidez defensiva.

A insatisfação expressa nas pichações também mirou o planejamento do clube para a temporada, com questionamentos sobre contratações e rumos administrativos. Ainda assim, dentro de campo, o Palmeiras tenta reagir rapidamente. A equipe ocupa a terceira colocação do Campeonato Paulista, com nove pontos em quatro partidas, e tem pela frente um clássico decisivo contra o São Paulo, neste sábado (24), na Arena Barueri.

O Choque-Rei ganha contornos ainda mais simbólicos: uma vitória pode aliviar a pressão e reorganizar o ambiente, enquanto um novo tropeço tende a ampliar o desgaste entre torcida, diretoria e comissão técnica.

Esporte News Mundo
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