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Motociclismo

KTM crítica GP "sem sentido" no Cazaquistão e diz que calendário ideal teria 18 etapas

Diretor-executivo do grupo Pierer, Stefan Pierer afirmou que manifestou a Carmelo Ezpeleta, chefão da Dorna, o desejo de ter no máximo 18 corridas no calendário. Membro do conselho da KTM, Hubert Trunkenpolz reclamou da corrida no Cazaquistão, de fazer três etapas na Espanha e avaliou que seria mais útil ter mais provas na América do Sul

12 dez 2022 - 10h58
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Stefan Pierer acredita que calendário da MotoGP deveria ter 18 etapas
Stefan Pierer acredita que calendário da MotoGP deveria ter 18 etapas
Foto: GEPA pictures/Daniel Goetzhaber/GEPA pictures/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

Nem todo mundo está satisfeito com os rumos do calendário da MotoGP. Com 21 etapas previstas para 2023, Stefan Pierer, diretor-executivo do grupo Pierer Mobility, dono de KTM, Husqvarna e GasGas, deixou claro que considera 18 como o número ideal e revelou que manifestou a insatisfação a Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade.

"Deixei claro para o chefe da Dorna, Carmelo Ezpeleta, no GP de Valência, que nós, enquanto fábrica, queremos ter um máximo de 18 GPs", disse Pierer à publicação alemã Speedweek.

Circuito de Sokol, no Cazaquistão é uma das novidades da programação
Circuito de Sokol, no Cazaquistão é uma das novidades da programação
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

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Hubert Trunkenpolz, membro do conselho executivo da KTM, foi ainda mais claro nas críticas e avaliou que a MotoGP não precisa de tantas corridas na Espanha, por exemplo. O dirigente considerou, ainda, que o volume de provas na Ásia é "exagerado".

Para 2023, a programação prevê dentro das fronteiras espanholas os GPs de Espanha, em Jerez de la Frontera; Catalunha, em Barcelona; e Comunidade Valenciana, em Valência, uma prova a menos em relação a este ano, já que a corrida de Aragão ficou fora. Além disso, são duas visitas a Itália: uma em Mugello e outra em Misano. No caso da Ásia, a programação prevê as corridas de Índia, Japão, Indonésia, Tailândia e Malásia.

"Não precisamos de três GPs na Espanha e também achamos que quatro eventos na Ásia é exagerado", disparou. "Basicamente, deveria existir um único evento da MotoGP por país, não dois também na Itália", disparou.

"Nós preferiríamos três GPs na América do Sul, pois aí as corridas seriam exibidas em horário nobre na Europa, de noite", avaliou.

Atualmente, a única parada na América do Sul é o GP da Argentina, disputado em Termas de Río Hondo. A Dorna, porém, já tentou outras opções. A promotora chegou a assinar um contrato para correr em Brasília, mas as obras no circuito nunca foram concluídas. A empresa espanhola também anunciou com pompa e circunstância que iria correr em Deodoro, mas o traçado nunca passou de uma peça de ficção. Há dez anos, o Chile também surgiu como opção com um plano de construir um traçado assinado por Hermann Tilke, mas o GP chileno tampouco se tornou realidade.

O dirigente avaliou que o ideal seria um calendário de 18 etapas, mas considerou que o máximo seria 20. Ainda, Trunkenpolz considerou que o GP do Cazaquistão, que estreia no campeonato em 2023, é "absolutamente sem sentido".

"18 corridas no Mundial seria o ideal, 20 é o máximo absoluto", comentou. "Cazaquistão é absolutamente sem sentido para nós. A Índia, por outro lado, é o maior mercado de motocicletas, então, pelo menos, vale a pena considerar", concluiu.

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