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100% competitiva, Yamaha sai favorita em Aragão. Mir promete ser elemento surpresa

A Yamaha reinou soberana no MotorLand e têm Maverick Viñales, Fabio Quartararo e Franco Morbidelli entre os candidatos à vitória. Naquele que é seu melhor grid desde o terceiro lugar na Estíria, Joan Mir corre por fora para tentar o primeiro triunfo da carreira

17 out 2020
15h44
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As Yamaha foram dominantes no fim de semana
As Yamaha foram dominantes no fim de semana
Foto: SRT / Grande Prêmio

O GP de Aragão promete colocar ainda mais pimenta na já apertada disputa pelo título da MotoGP. Longe da vitória no MotorLand desde 2015 ― já que Marc Márquez dominou nos últimos quatro anos ―, a Yamaha apareceu favoritíssima na pista de Teruel, comandou todos os treinos ― com exceção do Q1, onde nem esteve ― e colocou as três YZR-M1 no top-4 do grid. Assim, claro, parte favorita para a disputa de domingo.

Desfalcada de Valentino Rossi, que está isolado com Covid-19, a marca dos três diapasões viu Maverick Viñales e Franco Morbidelli se revezarem na liderança dos treinos livres, com o espanhol comandando as sessões de sexta-feira e o ítalo-brasileiro ditando o ritmo neste sábado (17). Na hora da classificação, contudo, quem levou a melhor foi Fabio Quartararo, que assegurou a décima pole da carreira na MotoGP ao cravar 1min47s076 e superar o 'Top Gun' por só 0s046.

Fabio Quartararo passou um sábado dolorido
Fabio Quartararo passou um sábado dolorido
Foto: SRT / Grande Prêmio

Em melhor fase desde o GP da França, Cal Crutchlow foi o intruso no ninho de Iwata. Só 0s012 melhor do que Morbidelli, o britânico colocou a Honda da LCR na terceira posição, voltando ao top-3 do grid pela primeira vez desde que foi terceiro no grelha de partida do GP das Américas do ano passado.

Vice-líder do Mundial, Joan Mir também apresentou uma considerável evolução. Naquela que é a melhor classificação do piloto da Suzuki desde o terceiro lugar no grid do GP da Estíria, o espanhol de 23 anos ficou com o sexto posto, 0s266 mais lento que Jack Miller, o quinto.

Apesar das intromissões de Honda e Ducati, Yamaha e Suzuki são as que vão para o jogo com as melhores cartas na mão. Ao longo dos treinos, o melhor ritmo de corrida foi exibido por, pela ordem, Viñales, Quartararo, Morbidelli e Rins.

Maverick Viñales avaliou que não tem nada a perder
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Foto: Yamaha / Grande Prêmio

Embora tenha fechado o sábado com o melhor resultado possível, Quartararo não teve um dia fácil, já que caiu forte no TL3 e acabou todo dolorido, ainda que sem fraturas. Na sexta-feira, o francês de Nice já tinha levado um tombo.

"Eu freei um pouco mais forte, quase nada, mas a roda traseira levantou e aí perdi a dianteira quando a de trás voltou. Foi uma queda super rara, mas é bom saber para termos cuidado amanhã, especialmente no warm-up e na corrida", explicou Fabio. "Estou um pouco dolorido. Hoje de manhã eu levantei com um pouco de dores do lado direito e agora está doendo do esquerdo, embora o direito doa um pouco menos. Não estou de todo bem, mas na moto não dói muito, o que é o mais importante. Quando você se concentra em outras coisas, a dor é menor, mas o mais importante é que poderemos aguentar a corrida de amanhã", frisou.

Mesmo com o revés, Quartararo não espera ter problemas na corrida, mas ainda quer melhorar um pouco o ritmo da YZR-M1.

"Estou muito feliz, pois no TL4 a sensação foi ok. Pude fazer um long-run e conquistei a pole-position. Vamos torcer por uma grande corrida amanhã. Ainda precisamos trabalhar no ritmo, mas não estamos muito longe de onde queremos", falou. "Acho que largar mais tarde é a coisa certa, pois está muito frio de manhã, então, é melhor para a segurança de todos os pilotos. Acho que podemos lutar pelo pódio, mas precisamos ver o que acontece amanhã", completou.

Quarto no campeonato, só 19 pontos atrás do líder, Viñales prometeu ir para o ataque. Curiosamente, o espanhol considera que não tem "nada a perder".

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Foto: Grande Prêmio

"Acho que não me senti tão bem às vésperas de uma corrida neste ano como agora. Estamos muito preparados. É a corrida em que me sinto melhor e não tenho nada a perder", falou Maverick. "É uma grande oportunidade também para dar informações para a equipe, pois na próxima semana teremos uma nova corrida aqui e os outros serão muito rápidos e vão melhorar", antecipou.

"A moto está funcionando bem. Estou contente, vou tratar de largar bem e forçar ao máximo. Terminar a corrida sem reservas e forçar ao máximo nas 23 voltas. Este é o objetivo", resumiu.

Na visão de Viñales, Morbidelli é um dos favoritos à vitória, mas é preciso ver também o papel que será desempenhado por pilotos como Mir, Crutchlow e Miller.

"As Yamaha estão muito fortes, especialmente Morbidelli. Ele é muito rápido e tem um ritmo muito bom. Acho que é o piloto que será forte na corrida de amanhã", opinou. "Se puder imprimir um ritmo forte, nem todos podem rodar com ritmo de [1min]48s. Mas sempre tem gente que surpreende. [Jack] Miller nas primeiras voltas ou Mir podem fazer algo extraordinário. A Honda larga muito bem e Cal, que esteve bem ao longo de todo o fim de semana, também está lá. Temos de ver qual será o papel de Jack nas primeiras voltas", ponderou.

Ao contrário de Viñales, Morbidelli tem um atraso mais considerável na classificação da classe rainha. Sexto na tabela, o ítalo-brasileiro tem 38 pontos de atraso para o companheiro de SRT Yamaha. Esta, porém, não é a única diferença entre os dois, já que Franco usa uma moto um degrau abaixo, enquanto Fabio tem equipamento igual ao time de fábrica.

"É difícil dizer o quanto estou perdendo em termos de dirigibilidade, porque não pilotei a Yamaha de fábrica. Mas nas retas, é maior em alguns fins de semana, menor em outros, indiferente em outros. Mas, no geral, nos últimos fins de semana, quando esteve mais frio e a nova Yamaha é mais forte nas retas, foi quase um décimo por reta. Aí depende da saída de curva e outras coisas, mas estamos falando de um décimo de diferença. Não mais do que isso", explicou o pupilo de Rossi.

Ainda assim, Morbidelli se sente confiante, mas entende que vai precisar ser mais ofensivo no MotorLand ao invés de atuar na retranca.

"Eu me sinto positivo. Temos de acompanhar as Yamaha, mas também sei que estou longe do topo do Mundial e, por isso, terei de atacar, isso é certo. Vamos ter de fazer a corrida no ataque", avisou. "Também vai depender muito da temperatura. Temos de dar nosso melhor amanhã, dar o máximo", acrescentou.

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Foto: Grande Prêmio

Tradicional elemento surpresa dos finais de corrida da MotoGP, Mir vai precisar remar menos neste fim de semana, já que larga na segunda fila, um motivo a mais para sonhar com a primeira vitória da carreira.

"Estou especialmente contente e sinto-me reparado para a corrida. Pode ser uma boa oportunidade para lutar pela vitória", expressou. "Sou constante, mas os três pilotos da Yamaha são muito competitivos. Vamos ver como me saio contra eles", falou.

"Faz muito tempo que estamos tentando melhorar a moto pensando na classificação. A chave foi começar rápido desde sexta-feira. Encontramos uma base melhor, e apesar de a moto não ter melhorado tanto quanto as do resto, fizemos o suficiente para nos enfiarmos na segunda fila. Acho, inclusive, que tinha um pouco de margem de melhora", terminou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Aragão, 11ª etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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