Montaria tem colete de aço e capacete de futebol americano
Luvas, colete, capacete e protetor bucal. É com esses equipamentos (ou parte deles) que a maioria dos peões enfrenta touros de uma tonelada ou mais. Embora produzidos com materiais resistentes, nem sempre garantem a integridade física do competidor. Caso do caubói Magno Henrique Serrão, 23 anos, que morreu depois de cair da montaria e ser pisoteado pelo animal, em 2003.
No Brasil, não existe uma lei que obriga os atletas a usarem a proteção. As regras partem dos organizadores do evento. "No rodeio de Barretos, por exemplo, não se compete sem o colete ou a placa protetora de dentes", diz Marcos Abud, diretor de rodeio do Independentes, grupo que organiza a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP).
Algumas peças são fabricadas nos Estados Unidos, por exemplo, o colete. "É feito de aço e revestido de couro", afirma Abud. O equipamento protege a região do tórax de possíveis pisadas do bovino, depois da queda do competidor.
A montaria, como se sabe, exige que o peão permaneça oito segundos sobre o lombo do touro ou cavalo, com a corda firme em uma das mãos. A agitação do animal aumenta a pressão sobre os dedos, podendo causar algum ferimento ou incômodo. Daí o uso de luvas por alguns atletas.
Já o protetor bucal, o mesmo utilizado em lutas de boxe, protege os dentes em caso de choque da boca com o lombo ou cabeça do animal durante a montaria. É feito de resina.
O capacete, opcional na maioria das competições, se assemelha ao de futebol americano e protege a cabeça do competidor de pancadas ou pisoteadas do touro ao final da prova. "Alguns não usam o capacete, pois alegam que atrapalha a visão durante a montaria", explica.
Curiosamente, o Brasil tem duas leis, uma federal e outra estadual, que ditam regras quanto ao bem-estar dos animais de rodeio e nenhuma sobre a segurança dos competidores.