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Maradona não tinha álcool nem drogas no sangue, revela perícia

Detalhe foi divulgado durante julgamento sobre morte do craque

2 abr 2025 - 09h32
(atualizado às 11h42)
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O ex-craque argentino Diego Armando Maradona não tinha álcool nem "drogas de abuso" no sangue no momento de sua morte, em 25 de novembro de 2020.

    A informação foi divulgada na última terça-feira (1º) pelos peritos que realizaram a autópsia e as análises no corpo do ídolo do futebol argentino, durante a última audiência do julgamento.

    "Nenhuma das quatro amostras revelou vestígios de álcool, cocaína, maconha, MDMA, ecstasy ou anfetamina", afirmou o bioquímico e perito forense Ezequiel Ventosi, responsável por analisar as amostras de sangue, urina, saliva de Maradona após o falecimento.

    O ex-jogador morreu em decorrência de um edema pulmonar provocado por uma insuficiência cardíaca, enquanto estava em internação domiciliar após uma neurocirurgia.

    Segundo os peritos, traços de cinco substâncias correspondentes a medicamentos antidepressivos, antiepilépticos, antipsicóticos e contra náuseas apareceram no sangue de Maradona durante o exame.

    Já a patologista Silvana de Piero informou que o fígado de Maradona apresentou sinais compatíveis com cirrose, e foram encontrados sinais de insuficiência renal, cardíaca e pulmonar.

    Durante o julgamento, também foi lido o depoimento do médico pessoal de Maradona, Alfredo Cahe, que atendeu o ex-jogador de 1978 a 2009 e morreu em 2024. As declarações em questão foram dadas em 2021.

    No documento, Cahe relata que o argentino se recuperava da neurocirurgia na Clínica Olivos, mas tudo lhe pareceu "estranho" e o médico do local, Leopoldo Luque, não respondeu suas perguntas sobre o estado de saúde de Maradona.

    Além disso, apontou negligência devido à falta de controle e de administração de medicação cardíaca e afirmou que Maradona deveria estar sob terapia intensiva com monitoramento constante e contínuo do coração. Para ele, a internação domiciliar "era o menos indicado". "Com um acompanhamento e controle adequados, (a morte) era evitável", garantiu no depoimento.

    Ao todo, sete profissionais de saúde ? médicos, enfermeiros, uma psiquiatra e um psicólogo ? estão em julgamento sob a acusação de homicídio com dolo eventual, tendo em vista que estavam cientes de que suas atitudes poderiam provocar a morte do paciente. .

Ansa - Brasil
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