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Lucas Braathen leva samba e moda para as pistas da Olímpiada de Inveno

14 fev 2026 - 13h34
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O esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen fez ‌história no sábado ao conquistar para o Brasil — e para toda a América do Sul — a primeira medalha de ouro olímpica com a vitória no slalom gigante, mas a influência do atleta de 25 anos vai muito além das pistas.

Nascido na Noruega e competindo pela nação escandinava antes de mudar para o Brasil, país de sua mãe, Pinheiro Braathen emergiu ⁠como uma número central nos Jogos de Milão-Cortina graças à sua capacidade de combinar desempenho ‌de elite com estilo pessoal.

Na cerimônia de abertura em Milão, ele roubou a cena ao usar uma capa branca da Moncler com uma bandeira brasileira em intarsia. Pinheiro Braathen ‌venceu em Bormio usando um macacão branco da Moncler ‌com estrelas azuis, que ele ajudou a criar.

Desde o final de 2024, o brasileiro ⁠é embaixador global da marca Moncler Grenoble, uma coleção enraizada na tradição alpina original da marca.

FUSÃO DO ESQUI COM O AMOR ÀS ARTES E À MODA

O interesse do esquiador por moda, música e arte contrasta com um esporte mais conhecido pela disciplina e uniformidade do que pela expressão. Mas Pinheiro Braathen diz que seus múltiplos interesses o ajudaram em sua ‌jornada rumo à glória olímpica.

"Sou uma pessoa que acredita na variedade e acho que a verdadeira ‌diferença precisa ser encontrada fora ⁠da área em que ⁠você está tentando se tornar o melhor", disse ele após ganhar o ouro.

"Tenho tantos modelos e fontes ⁠de inspiração a quem agradecer por ser a ‌pessoa que sou hoje e ‌por trazer para casa esta medalha de ouro", acrescentou.

Pinheiro Braathen, que gosta de dançar samba após o sucesso nas pistas e já foi visto usando esmaltes coloridos, conquistou o título da Copa do Mundo de slalom em 2023, mas desistiu no final ⁠daquele ano após um conflito com a Federação Norueguesa de Esqui.

Ele anunciou seu retorno em março de 2024, desta vez representando o Brasil.

PINHEIRO BRAATHEN ANSEIAVA POR SE EXPRESSAR

A decisão de mudar de nacionalidade deveu-se, em parte, à sua incapacidade de se expressar plenamente enquanto competia sob a bandeira norueguesa.

No documentário "Lucas Pinheiro Braathen: ‌On My Terms", ele diz que o esqui o deixava infeliz naquela época, acrescentando que sempre sentiu que "faltava algo" no pódio, segundo um artigo no site do patrocinador Red ⁠Bull que antecipa o filme.

Depois de abandonar o esqui, o brasileiro mergulhou no mundo da moda. Ele fez sua estreia nas passarelas na CONPENHAGUE Fashion Week, vestindo calças de esqui rosa brilhante sob um sobretudo sob medida para a marca J.Lindeberg. No ano passado, ele lançou sua própria marca de produtos para a pele, a Octo.

Para Pinheiro Braathen, explorar seus interesses mais amplos é tão importante quanto esquiar.

"Provavelmente passei mais horas da minha vida estudando pessoas ou projetos que estão fora do meu esporte para me tornar melhor no meu", disse ele à Reuters antes de partir para Bormio.

"Acredito muito em aprender com pessoas que vêm de áreas de especialização e campos completamente diferentes dos meus, porque acho que posso aprender algo que talvez não pudesse aprender no esqui", acrescentou.

"E espero que essa seja a vantagem que eu possa levar para as minhas competições."

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