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Lesão de Slater vira exemplo, e Medina diz "ter cuidado"

6 nov 2014
17h10
atualizado em 7/11/2014 às 16h13
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Faltando apenas uma etapa para o fim do Campeonato Mundial de Surfe (WCT), Gabriel Medina, atual líder do ranking, intensifica seu treinamento em Maresias, onde participou da disputa do WQS, etapa da divisão de acesso à elite do esporte. Apesar do susto que Kelly Slater deu nesta terça-feira, quando revelou ter quebrado dois dedos, o brasileiro diz que continua arriscando suas manobras, dando seu máximo, mas sempre com cuidado, para não sofrer com uma lesão na véspera do evento mais importante de sua carreira.

Medina torce por volta de Slater por "vitória com prestígio"
Medina está em busca de título inédito para o Brasil
Medina está em busca de título inédito para o Brasil
Foto: Samsung / Divulgação

“Estou competindo aqui (Maresias), tenho arriscado, dado meus aéreos e feito minhas manobras. O surfe você precisa arriscar para ter a melhor nota e quero ter elas em todas as baterias. Vou continuar surfando bem, mas farei de tudo para não me machucar, com cuidado”, disse Medina em entrevista exclusiva ao Terra, durante anúncio de parceria com a Samsung.

Sobre Kelly Slater, o brasileiro deixou a rivalidade de lado e lamentou a lesão do americano. “Vi a foto que ele postou e vai ser ruim para ele ficar esse tempo fora da água, ainda mais em um momento que a gente mais precisa. Já tive várias lesões e é horrível ficar parado, mas sei que ele estará bem para o Pipe Master”, afirmou Medina, que ainda completou. “É muito importante ter o Kelly na competição, é a lenda do esporte, vencer sem ele não tem aquele prestígio a mais. Espero que ele esteja 100%”, finalizou.

Em conversa exclusiva com o Terra, o padrasto e técnico do brasileiro, Charles Saldanha Rodrigues, seguiu a mesma linha e disse que correr riscos faz parte da profissão. “O atleta sempre corre um risco, às vezes em um treinamento pode acontecer uma lesão mesmo. Mas vamos ter todo o cuidado, como estamos tendo desde o começo do ano. Por exemplo, quando você está treinando aéreo, não são todos que você vai voltar, dá para abandonar a prancha, ou em um tubo perigoso você se joga de um jeito certo, diminuindo os riscos. Ele hoje já está maduro e sabe como fazer, evitando acidentes. O risco existe né, mas você não pode deixar de treinar pra chegar lá e não estar no 100%”, contou.

Derrotado nesta quinta-feira no WQS, Medina vai fazer um treinamento físico, antes de ir para Pipeline, no Havaí, e começar a adaptação técnica. “Agora nós começaremos um preparo físico, um fortalecimento mesmo. Como a onda é grande, com corrente, com força, o Gabriel tem que ficar forte. Então vai vir um preparador físico em casa, para fortalecer essas partes que existem riscos de contusão. Depois tem que cair naquela onda também, se acostumar, colocar a prancha no pé", completou Charles.

O QUE GABRIEL MEDINA PRECISA PARA SER CAMPEÃO

- Se terminar em 25º ou 13º, ou seja, ser eliminado na segunda ou terceira fase no Havaí

- Torcer para Kelly Slater não vencer a etapa, e Mick Fanning não chegar às semifinais; caso Fanning caia nas quartas, os dois farão uma bateria homem a homem para desempatar

- Se terminar em 9º, ou seja, perder na quinta fase

- Torcer para Fanning não chegar à final

- Se ficar em 5º ou 3º, ou seja, cair nas quartas ou na semifinal

- Torcer para Mick Fanning não vencer a etapa
- Se chegar à final, conquista o título, independentemente do resultado de Fanning

*O repórter viajou a convite da Samsung

Para evitar lesão, Medina não vai nem se arriscar no futebol

Fonte: Terra
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