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Vinte anos do tetra: lembra daquele timaço do Vasco?

Final da Copa João Havelange de 2000 simbolizou o fim do ciclo de craques em profusão vestindo a camisa cruz-maltina ao mesmo tempo

18 jan 2021
18h05
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Aquele Vasco tinha jogadores como Odvan, Romário e outros grandes da geração do futebol brasileiro (Divulgação)
Aquele Vasco tinha jogadores como Odvan, Romário e outros grandes da geração do futebol brasileiro (Divulgação)
Foto: Lance!

Neste dia 18 de janeiro o tetracampeonato brasileiro do Vasco completa 20 anos. A Copa João Havelange de 2000, finalizada somente em 2001 devido à queda do alambrado de São Januário no segundo jogo da final. No Maracanã lotado, o placar de 3 a 1, a consagração de um time histórico, mas que começava a dar fim ao ciclo de craques em profusão vestindo a Cruz de Malta ao mesmo tempo. Você lembra daquele time?

O goleiro titular era Helton, que se tornaria ídolo daquela geração ao substituir de maneira para lá de digna a referência Carlos Germano. Na reserva estava Fábio, que rumaria para o Cruzeiro e em Belo Horizonte segue até hoje. O dono da posição fez carreira em Portugal e é outro ainda em atividade.

As laterais tinham o promissor Clébson na direita e o à época valorizado Jorginho Paulista na esquerda. O primeiro morreu num acidente automobilístico, cinco meses depois daquele título. Jorginho Paulista ficou até 2020 e teve uma segunda passagem por São Januário, em 2005.

O miolo de zaga vascaíno, naquele final, teve Odvan e Júnior Baiano. Apesar de folclóricos, ambos foram relevantes na posição no cenário nacional. Tanto que o primeiro foi campeão da Copa América de 1999, convocado pelo então treinador da Seleção Brasileira, Vanderlei Luxemburgo.

Por sua vez, Júnior Baiano foi titular no vice-campeonato mundial de 1998. Na reserva deles, naquele jogo, um veterano Mauro Galvão, que se encaminhava para o fim da carreira e até hoje é considerado um dos melhores da posição na história do país.

Atualmente treinador, Jorginho, lateral de reconhecida técnica e titular no tetracampeonato mundial da Seleção, fazia as vezes de volante. Dava suporte a Clébson e formava dupla com Nasa, este menos refinado, mas que cumpriu por mais de quatro anos a função de "carregador de piano".

Até a década passada, era comum utilizarmos a expressão acima para resumir a função de quem praticamente se limitava a marcar para outros avançarem. Naquele jogo, os meias titulares foram os Juninhos Pernambucano e Paulista. Cada um com uma Copa do Mundo no currículo - o Paulista esteve perto de jogar 1998, antes de 2002.

Romário voltou à Seleção naquela temporada (Foto: Divulgação)
Romário voltou à Seleção naquela temporada (Foto: Divulgação)
Foto: Lance!

Romário ainda desfilava talento e enfileirava gols, mesmo quase sete anos após ser aclamado como o "herói do tetra" no Mundial disputado nos EUA. A temporada 2000 foi uma das melhores da carreira do Baixinho, tanto que ele voltou à Seleção.

Ao lado dele estava "O filho do vento". Euller foi um segundo atacante dos melhores de sua geração. Como o apelido entregava, era rápido como poucos, mas também tinha faro de gol. Esteve tão ou mais perto da Copa de 2002 que Romário.

Os ídolos Felipe e Pedrinho estavam no banco. Só o segundo entrou naquela partida. Viola, outro campeão do mundo em 1994, também ficou entre os suplentes.

Para superar um São Caetano que foi sensação do futebol nacional e sul-americano por anos, o Vasco colecionou craques. Jogadores já campeões mundiais, outros que seriam pouco depois. Dezenas de convocações para a Seleção estavam naquele grupo. Uma das grandes histórias da história do Vasco.

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Lance!
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