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Presidente do Cruzeiro fala sobre situações 'espinhosas'

Sérgio Santos Rodrigues detalhou temas que são caros ao torcedor, tentando esclarecer a situação de cada um deles

15 jan 2021
07h03
atualizado às 07h58
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Quando assumiu a presidência do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues sabia que o desafio era grande, pela situação calamitosa da Raposa dentro e fora dele, principalmente na parte financeira.

O presidente do Cruzeiro tentou esclarecer pontos que são questionados pela torcida da Raposa-(Igor Sales/Cruzeiro)
O presidente do Cruzeiro tentou esclarecer pontos que são questionados pela torcida da Raposa-(Igor Sales/Cruzeiro)
Foto: LANCE!

E, em sua gestão, que teve como foco a transparência, segundo o mandatário, o torcedor começou a questionar situações que permaneciam intactas, como a presença do supervisor Benecy Queiroz e de Deivid, que chegou para fazer um trabalho em parceria com o futebol e acabou se tornando um diretor de futebol pouco ativo no clube em 2020. Tanto que André Mazzuco foi contratado, com o ex-jogador voltando a fazer suas funções mais de bastidores em busca de novos negócios para o clube.

Essas questões fizeram o presidente Sérgio Santos Rodrigues falar de temas que são caros ao torcedor, mas "espinhosos" internamente.

O dirigente falou de uma conversa com Felipão, para saber se ele seguirá ou não no clube, ainda mais com as recentes manifestações do treinador, insatisfeito com coisas que lhe foram prometidas e não cumpridas, como os salários em dia na Raposa.

- Quanto ao Felipão, na segunda passada, falamos de diversas questões, de reforços, pré-temporada. Nos nossos diálogos, não foi nos passado nada, por parte dele, que ele vai sair do Cruzeiro. Ele tem contrato até o fim do ano que vem. Quando fechamos, falamos que, ainda que não subisse, era um planejamento para eles nos ajudar. Então, o diálogo é nesse sentido-disse em entrevista à Rádio Itatiaia.

Sérgio Rodrigues comentou sobre o negócio mal resolvido com o Grêmio, que iria comprar o lateral-direito Orejuela.

- Orejeula, não, simplesmente o Grêmio tinha que exercer, a gente estava tentando a questão da antecipação. A gente não conseguiu antecipar e, se a gente conseguisse, se eles dessem a carta antes, daria desconto para pagamento. A gente não conseguiu antecipar, chegou o momento que eles queriam o desconto. A gente não concordava, se eles fosse exercer, seria o momento integral. Temos outras propostas para ele e vamos trabalhar nela - disse o dirigente sobre o lateral que já se reapresentou ao clube.

Situação de Dedé, que acionou o clube na Justiça e cobra R$ 35 milhões da Raposa, o presidente disse:

- Sobre o Dedé, nunca estive com ele, cheguei depois que ele já estava no Rio. Foi feita reunião com os dois empresários, sim, a gente já tem conversado, é complicada a situação. Essa atitude que ele tomou. Já estamos buscando contato com empresários dele, para resolver a situação. Tem audiência marcada, mas vamos ver se resolvemos isso antes- explicou, para em seguida sair em defesa de Deivid, muito questionado pela torcida.

- Assim, a gente sabe que, infelizmente, futebol é resultado do momento. Ontem mesmo falei com o vice do Flamengo, um ano e meio, a mesma diretoria foi apedrejada essa semana. Houve muita reclamação. A mesma diretoria. Então, assim como resultado não dá certo, quando ganhamos as sete primeiras, ganhamos quatro e empatamos três, não tinha esse questionamento. Deivid veio para ser diretor técnico, era o objetivo, mas no momento que o cargo fica vazio, ele assume (direção do futebol), agora retorna para o cargo de diretor técnico, que era função que ele fazia como ex-atleta, interlocução com base, diálogo com o clube. Mas, assim, as pessoas falam que contratações equivocadas é culpa do diretor de futebol... o trabalho do diretor é mais do que isso. Até porque as contratações passam pela gente, por outros momentos. Independentemente do Mazzuco continuar ou não, vamos trabalhar com o Felipão. É claro que a gente errou e vai errar. Como erra todo dia. Mas somos um time. Não era um só. Eu só acho equivocado, porque na conjuntura toda, então, assim, o ajuste que a gente fez foi isso- comentou. Outra defesa do presidente, mais uma vez, foi de Benecy Queiroz.

- E o Benecy é o que falei. Até difícil dizer alguém que avalie o trabalho dele, é o supervisor administrativo, cuida da Toca. As vezes, em campo, vendo o treino, as vezes não. Não é todas as vezes que está lá. E no gramado tem vários diretores. Mas tem outros diretores que vão a jogos também. Trabalho interno do Benecy é difícil de avaliar. Benecy é um cara elogiado na CBF, elogiado na Conmebol, elogiado em outros clubes, exercendo a função dele lá, não tem a nada a ver. O próprio Felipão já deu um testemunho sobre experiência dele no futebol.

Por fim, falou sobre patrocínio no meião e novas receitas para o clube em 2021.

- Só o patrocínio deles está vendido para 2021 (Supermercados BH). Todas as outras propriedades do nosso uniforme, a gente tem para vender nesse ano. Semana que vem, vamos anunciar propriedade que a gente já fechou, propriedade no meião que nunca tinha sido vendido antes. A gente vai buscar dinheiro disso. Temos parcelas para receber da TV Globo ainda, vamos ter operação da sede, um grande diferencial que a gente vai anunciar, que vai gerar receita pelo clube. Creio que em janeiro a gente consiga fazer operação de atletas, já tivemos proposta na mesa, tivemos proposta baixa recusada. Agora em fevereiro, o sócio vence agora. Vamos ter uma grande gama de renovação. Na nossa gestão, só subiu arrecadação com sócio. É busca formato de arrecadação, que não só depende do TV. Criticavam as lives, mas cada live daquela rendia dinheiro para o clube, pois cada live vendíamos propriedade, e ela contribuía para pagamento de salário num momento de pandemia e sem futebol-concluiu.

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