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Corinthians decide dispensar atletas e demitir funcionários

Situação financeira, diminuição de receitas e incertezas quanto a volta do futebol, fizeram a diretoria do Timão tomar a decisão mais drástica. Base deve ser a mais afetada nos cortes

27 mai 2020
13h28
atualizado às 13h56
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Andrés Sanchez e sua diretoria tomaram a decisão para as dispensas (Foto: Peter Leone/O Fotográfico/Lancepress!)
Andrés Sanchez e sua diretoria tomaram a decisão para as dispensas (Foto: Peter Leone/O Fotográfico/Lancepress!)
Foto: LANCE!

A situação financeira definitivamente apertou para o Corinthians. Isso porque o clube decidiu demitir funcionários e atletas a partir dos próximos dias. A decisão era analisada há alguns dias e o martelo acabou sendo batido em uma reunião de diretoria na última terça-feira. A informação foi publicada primeiramente pelo GloboEsporte.com e confirmada pelo LANCE!.

Apesar de tomar medidas a fim de preservar empregos durante a pandemia de coronavírus, inclusive com depoimentos públicos do presidente Andrés Sanchez e do diretor financeiro Matias Ávila nesse sentido, o cenário da crise provocada pela paralisação das atividades ganhou contornos ainda piores do que já se imaginava. Sendo assim, a alternativa foi partir para as demissões.

No futebol profissional dificilmente haverá mudanças drásticas, já que a dispensa dos jogadores não é tão simples pelo fato de cada um ter multas rescisórias altas e o rompimento dos vínculos obrigará o pagamento de todo o tempo de contrato restante. No último mês, o grupo topou ter uma redução de 25% nos salários em carteira e uma nova negociação deve acontecer em breve.

O departamento de base do clube deve ser o mais afetado pelos cortes. Jovens sem contrato profissional e que não tinham muito espaço, serão dispensados. A categoria Sub-20, por exemplo, deve ser a mais preservada no momento, mas pode sofrer alguns ajustes. Comissões técnicas e setores administrativos terão seus quadros de funcionários enxugados com a unificação de categorias.

Há uma explicação para esse enfoque maior na base: é provável que as competições destinadas ao futebol de base não aconteçam em 2020, tanto as estaduais quanto as nacionais. Sendo assim, até mesmo as tradicionais peneiras para buscar jovens jogadores, tendem a ser extintas e, por consequência, os funcionários que trabalham nesse setor serão demitidos.

A equipe Sub-23, que abriga jogadores que estourem o limite de idade do Sub-20 e outras peças que possam um dia ser aproveitadas no profissional, deve sofrer um grande corte, também pela ausência de competições neste ano. Alguns esportes amadores devem ser afetados da mesma forma. O basquete já havia sido desativado e os atletas não tiveram seus contratos renovados.

Baseado na Medida Provisória 936, editada pelo governo federal no último mês, o Corinthians optou por reduzir os salários de seu quadro de funcionários entre 50% e 70%, como alternativa para preservar empregos. No entanto, essa situação piorou, as receitas continuaram caindo, a incerteza em relação à volta do futebol aumentou e os cortes de pessoal devem acontecer mesmo assim.

No ano passado, o Corinthians fechou seu balanço com um déficit de R$ 177 milhões e viu sua dívida acumulada (sem contar a Arena) subir para R$ 665 milhões. Com esses números e a crise por conta da pandemia de coronavírus, o clube vai adiantar 100% do dinheiro da venda de Pedrinho junto a um banco europeu, a fim de quitar dívidas imediatas e ganhar fôlego para 2020.

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