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Brasil inicia Eliminatórias mais 'relaxado' e com média de idade baixa

Seleção começa classificatória para a Copa do Mundo de 2022 em alta após ganhar a Copa América no ano passado. Convocados são mais jovens se comparado a lista em 2015

9 out 2020
08h03
atualizado às 12h30
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O Brasil começa nesta sexta-feira sua caminhada rumo à Copa do Mundo de 2022, contra a Bolívia, às 21h30, na Neo Química Arena. A Seleção Brasileira está vivendo um bom momento após a conquista da Copa América em 2019 sobre o Peru, disputada em solo brasileiro.

Brasil começa as Eliminatórias com a moral elevada (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Brasil começa as Eliminatórias com a moral elevada (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Foto: Lance!

Prova disso é a própria manutenção de Tite no comando técnico da Amarelinha. A comissão técnica manteve a base que foi eliminada para a Bélgica nas quartas de final em 2018. Nove jogadores (Ederson, Danilo, Thiago Silva, Marquinhos, Casemiro, Fabinho, Coutinho, Neymar e Firmino) estavam na campanha na Rússia. Alisson e Gabriel Jesus, que foram cortados por lesão, também estariam na lista caso não tivessem sofridos problemas físicos.

Se compararmos com o começo das Eliminatórias anterior, em 2015, o momento vivido era outro. O Brasil tinha acabado de sofrer a maior goleada da sua história - 7 a 1 para a Alemanha - e vinha tentando recuperar o prestígio. Cinco atletas chamados da lista de Dunga, estão agora no grupo comandado por Tite: Marquinhos, Fabinho, Fernandinho, Philippe Coutinho e Roberto Firmino.

MÉDIA DE IDADE ABAIXOU

A média de idade também chama atenção na lista. Se em 2015 a Seleção tinha uma média de idade de 27,4 anos, hoje ela está na casa dos 26,9. Nomes como Gabriel Menino, de 20 anos e Rodrygo, de 19, exemplificam a chance dada pela comissão técnica a novos talentos brasileiros. Em termos de comparação, o jogador mais novo na lista de Dunga em 2015 eram Fabinho e Marquinhos, com 21 anos de idade na época.

- Equilíbrio é o que eu acredito. Excelência de futebol é quando você cria e faz gols, é sólido defensivamente e traduz isso em vitória. Iniciei a minha carreira no Guarani de Garibaldi. Tirei um zagueiro e botei atacante, ganhamos de 2 a 1. Virei 'o cara'. Aí três jogos depois, fiz a mesma coisa e perdemos o jogo. Virei burro. Mas foi mais que isso. Ali entendi que equilíbrio te estabelece a chance maior de vitória - afirmou Tite em coletiva de imprensa na convocação.

RITMO DE JOGO PODE AJUDAR O BRASIL

O Brasil pode ter outra vantagem além da moral e a média de idade: o ritmo de jogo se comparados aos bolivianos. O futebol no país sul-americano ainda não voltou e o técnico César Farias preferiu poupar alguns jogadores que atuam fora do país.

- Estar com mais ritmo, talvez pode nos dar mais vantagem. Sabemos da dificuldade que é. As dificuldades vão acontecer, a expectativa é inevitável. Vamos procurar nossa excelência. Temos média de quase 2,5 gols por partida. Dos 23 jogos, 17 não levou gol. Perdeu um, ficou fora da Copa - afirmou Tite.

Resta saber se toda essa moral do Brasil irá fazer diferença na hora que a bola rolar para o começo da caminhada rumo à Copa do Mundo de 2022.

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