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Tóquio 2021: quem são os 7 atletas olímpicos brasileiros mais seguidos no Instagram

Os Jogos mal começaram e, além de lugares no pódio, os brasileiros também conquistam fãs, num ranking que muda a cada medalha ou derrota.

27 jul 2021 14h19
| atualizado às 14h23
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Os brasileiros não param de conquistar seguidores, num ranking que muda a cada medalha ou derrota
Os brasileiros não param de conquistar seguidores, num ranking que muda a cada medalha ou derrota
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Mais de 300 atletas brasileiros estão do outro lado do mundo disputando medalhas na Olimpíada de Tóquio. Em tempos de crise econômica, pandemia e arquibancadas vazias, resta a quem ficou em casa acompanhá-los... pelo celular.

Os Jogos mal começaram e, além de lugares no pódio, os atletas brasileiros também conquistam seguidores, num ranking que muda a cada medalha ou derrota do país.

Quem não acompanhou a ascensão meteórica de Douglas Souza, jogador de vôlei que saltou de 260 mil seguidores no Instagram para mais de 2 milhões?

O paulista de 25 anos se tornou uma das principais estrelas do esporte olímpico brasileiro com transmissões bem-humoradas dos bastidores da Olimpíada — desde as gírias e testes nas camas no alojamento de atletas até as performances dublando Pabllo Vittar nas madrugadas.

A nova sensação brasileira nas redes tem quase metade da idade de Douglas. A "fadinha do skate" Rayssa Leal, de 13 anos, roubou a cena nas finais da modalidade street, na segunda-feira (26/7), quando ganhou medalha de prata e se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter no mundo todo.

Rayssa virou a segunda atleta olímpica brasileira mais seguida no Instagram, depois do surfista Gabriel Medina, que se mantém no topo desde antes dos jogos de Tóquio.

Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, o time brasileiro nesta Olimpíada tem 162 homens (53,5%) e 140 mulheres (46,5%). Do total, 177 vão uma Olimpíada pela primeira vez, como Rayssa e Medina, enquanto 125 já são veteranos, caso de Douglas.

Entre os 302 brasileiros disputando medalhas, 186 vêm da região Sudeste, 47 do Sul, 44 do Nordeste, 14 do Centro-oeste e apenas 3 da região Norte. A modalidade com mais brasileiros é o Atletismo, com 52 atletas, seguido pelo futebol, com 36 (18 homens e 18 mulheres), Handebol (28, 14 em cada time) e Vôlei (24, 12 em cada seleção).

Mas quem é quem no ranking dos sete atletas olímpicos mais seguidos no Instagram?

Confira a seguir:

1. Gabriel Medina - Surfe

O bicampeão mundial tem 9 milhões de seguidores.

Ele já era um dos atletas brasileiros mais seguidos nas redes sociais antes da Olimpíada, graças aos seus títulos no esporte e a amigos famosos, como a cantora Anitta, além do casamento com a modelo Yasmin Brunet.

Uma das principais promessas de medalha para o Brasil, Medina ficou em quarto lugar na terça-feira (27/7), após perder a disputa pelo bronze para o australiano Owen Wright.

2. Rayssa Leal - Skate

A menina de Imperatriz, no Maranhão, apareceu pela primeira vez para o grande público em 2015, quando viralizou ao fazer manobras difíceis usando um vestido azul de fada.

Além de ser a mais jovem da equipe brasileira em Tóquio, agora é também medalha de prata no skate e a segunda atleta olímpica brasileira mais seguida no Instagram, com mais de 5,5 milhões de pessoas acompanhando as fotos e vídeos compartilhados diariamente.

3. Letícia Bufoni - Skate

O "bronze" entre os atletas olímpicos brasileiros mais seguidos no Instagram é de outra skatista: Letícia Bufoni, que até a publicação desta reportagem tinha 3,8 milhões de seguidores.

A paulistana de 28 anos — que coleciona feitos, como ser a maior medalhista da história do torneio X Games, com seis ouros — era uma das maiores esperanças de pódio, mas não se classificou para a final da prova de street.

4. Douglas Souza - Vôlei

"Milhões!" A gíria popularizada pelo jogador para descrever coisas boas também serve como ponteiro para a sua conta no Instagram.

Antes mesmo da estreia do Brasil nas quadras, Douglas viu seu número de seguidores disparar, saindo de pouco mais de 250 mil para quase 1 milhão.

Agora, já tem mais de 2,7 milhões de seguidores e segue conquistando mais fãs com alguns dos vídeos mais divertidos do time brasileiro nos jogos.

5. Marta Silva - Futebol

Com 2,5 milhões de seguidores, Marta não é conhecida como rainha do futebol à toa.

Ela é a única pessoa do planeta a ser premiada seis vezes como a melhor jogadora de futebol do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa): 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018.

Em 2019, ela se tornou a maior artilheira da Copa do Mundo, entre mulheres e homens, com 17 gols em 19 partidas de cinco Mundiais. Em Tóquio, ela pode se tornar a maior artilheira de todas as Olimpíadas.

5. Ítalo Ferreira - Surfe

O brasileiro de 1,68m se tornou um dos gigantes brasileiros no Instagram, com 1,5 milhão de seguidores até a publicação desta reportagem.

Em 2019, ele ganhou fama internacional ao vencer o WSL, principal campeonato de surfe do mundo, derrotando Gabriel Medina.

A consagração definitiva veio nesta Olímpiada, quando Ítalo ganhou o primeiro ouro do surfe na história dos Jogos — e também o primeiro do Brasil nesta edição — ao vencer o japonês Kanoa Igarashi.

6. Bruninho - Vôlei

Até a disparada de Douglas, Bruninho era o grande nome do vôlei brasileiro nas redes sociais.

Filho do ex-técnico Bernardinho e da ex-jogadora Vera Mossa, o levantador e capitão da seleção está em sua quarta Olimpíada e subiu ao pódio nas três primeiras: foi prata em Pequim 2008 e Londres 2012 e ouro na Rio 2016.

Até a publicação desta reportagem, Bruninho tinha mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram.

7. Arthur Nory - Ginástica Olímpica

O atual campeão mundial da barra fixa tentou repetir o feito da Rio 2016, quando ganhou uma medalha de bronze no solo. Mas falhou em suas apresentações e não se classificou para as finais.

Nory é um um dos atletas mais conhecidos do país, com 1,3 milhão de seguidores no Instagram, mas vê sua popularidade e fãs oscilarem desde 2015, após um vídeo com falas racistas contra o colega Ângelo Assumpção se espalhar pelas redes.

"Tudo o que aconteceu na minha história desde o episódio de racismo de 2015 vem à tona sempre que eu apareço. Então é um processo de amadurecimento diário, de entender e melhorar", disse ele após a derrota em Tóquio.

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