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Por pandemia, atleta colocará medalha em si mesmo em Tóquio

Mudança anunciada pelo COI visa evitar o contato físico entre competidores e autoridades nas cerimônias de premiação nos pódios da Olimpíada

14 jul 2021 14h03
| atualizado às 14h40
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A pandemia causada pelo novo coronavírus também vai afetar diretamente a cerimônia de entrega de medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam no dia 23. Para evitar maior contato físico, cada atleta terá de colocar a medalha ao redor do próprio pescoço no pódio, sem repetir o solene momento em que autoridades e dirigentes fazem o gesto, seguido de um aperto de mão no competidor.

Thomas Bach discursa durante entrevista coletiva desta quarta-feira, em Tóquio
Thomas Bach discursa durante entrevista coletiva desta quarta-feira, em Tóquio
Foto: Kimimasa Mayama/Reuters

"As medalhas não serão colocadas no pescoço do atleta. Elas serão apresentados ao atleta em uma bandeja e, então, o atleta colocará a medalha em si mesmo", explicou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach. "Vamos garantir que a pessoa que colocar a medalha na bandeja o fará apenas com luvas desinfetadas para que o atleta possa ter certeza de que ninguém tocou nelas antes."

O dirigente afirmou também que não haverá cumprimentos físicos na premiação, como geralmente acontece. "Apresentadores e atletas usarão máscaras. Não haverá apertos de mão nem abraços durante a cerimônia."

Geralmente, as medalhas são entregues aos atletas por dirigentes da modalidade envolvida ou membros do COI. Haverá 339 cerimônias de entrega de medalhas ao longo dos Jogos de Tóquio, que começarão no dia 23. No momento, a capital japonesa está sob estado de emergência diante do crescente número de casos de covid-19 no país.

A mudança significativa da cerimônia olímpica vai contrastar com a premiação feita na final da Eurocopa, no domingo, no estádio de Wembley, em Londres. O próprio presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, colocou as medalhas nos pescoços dos jogadores de Itália e Inglaterra durante a cerimônia, que contou também com apertos de mão entre o dirigentes e os atletas. Na ocasião, os italianos receberam as medalhas de ouro e os ingleses as de prata depois do triunfo da seleção visitante, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

 

Estadão
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