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Jogos de Paris

Doping na Olimpíada: lista vai de 'cervejinha' antes de prova a cavalos medicados; relembre 10 casos

Uso de substâncias proibidas já gerou grandes escândalos e custou medalhas olímpicas

16 fev 2024 - 16h00
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A ideia de criar uma competição mundial com doping liberado, sustentada pelo advogado e empresário Aron D'Souza e financiada por bilionários do Vale do Silício, gerou polêmica e foi condenada por especialistas e entidades relacionadas ao esporte. A própria WADA (Agência Mundial Antidoping) considerou o projeto, tratado por seus idealizadores com uma alternativa à Olímpiada, como "irresponsável e perigoso".

Ao longo da história, a dopagem rendeu diversos problemas atletas, relativos à saúde ou à carreira, e gerou grandes escândalos no mundo do esporte. Em Jogos Olímpicos, desde que o uso de substâncias passou a ser controlado, muitos cruzaram o limite e sofreram as consequências. Medalhas conquistadas foram devolvidas e longas suspensões foram aplicadas.

Relembre 10 casos de doping marcantes em Olimpíadas:

1. Equipe de pentatlo da Suécia (México-1968)

O primeiro caso de doping em Jogos Olímpicos ocorreu na cidade do México, em 1968, quando Hans Gunnar Linjenwal, integrante da equipe de pentatlo da Suécia, testou positivo por ter tomado cerveja. Segundo o laudo, noticiado pelo Estadão em 25 de outubro de 1968, o atleta apresentou "concentração alcoólica excessiva no sangue durante a prova de tiro".

Liljenwall e a equipe sueca vencedora do bronze devolveram a medalha. Os dirigentes tentaram anular a decisão, mas o técnico da equipe confessou que "seus atletas tinham tomado cerveja antes da prova de tiro". As olimpíadas de 1968, de inverno em Grenoble na França e de verão no México, foram as primeiras a ter fiscalização contra o doping.

10. Tandara (Tóquio-2020)

A jogadora de vôlei de 34 anos cumpre uma suspensão de quatro anos desde que foi pega no doping em 2021. O teste positivo para o uso de anabolizante foi realizado antes do embarque da jogadora para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Tandara jogou normalmente o torneio na capital japonesa, sendo uma dos destaques da equipe de José Roberto Guimarães, e só foi impedida de atuar na semifinal, diante da Coreia do Sul, e final, contra os Estados Unidos.

A seleção brasileira feminina de vôlei terminou com a medalha de prata. Não houve anulação de resultados porque, conforme o regulamento, tal sanção só é aplicada em esportes coletivos quando duas ou mais atletas sejam flagradas no doping. Na época, Tandara considerou a condenação "injusta, desproporcional e precedida de um estranho vazamento de um processo que deveria ser sigiloso".

Estadão
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