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Cubanos se lesionam, e grego leva ouro no salto em distância

Em última tentativa, Miltiadis Tentoglou salta 8,41m para se garantir no topo do pódio na Olimpíada e impedir dobradinha dos rivais de Cuba

2 ago 2021 01h06
| atualizado às 01h45
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A penúltima prova deste dia do atletismo nos Jogos Olímpicos foi de grandes reviravoltas e muita emoção. No salto em distância, a medalha de ouro ficou com o grego Miltiadis Tentoglou, que conquistou o lugar mais alto do pódio na última tentativa. Os cubanos Juan Echevarria e Maykel Masso, ficaram com prata e bronze, respectivamente.

Tentoglou ficou com a medalha de ouro no salto em distância (Reprodução/SporTV)
Tentoglou ficou com a medalha de ouro no salto em distância (Reprodução/SporTV)
Foto: Lance!

Mas a prova também ficou marcada pelas lesões dos dois cubanos. Echevarria liderava a prova até o último salto que fez, contudo, na aterrissagem da tentativa, lesionou o pé, e não fez o salto derradeiro o qual tinha direito. O mesmo aconteceu com o compatriota Maykel Masso, que também não realizou um último salto que poderia fazer se não tivesse se machucado.

Com os adversários fora do páreo, Tentoglou precisava igualar a marca de 8,41m, de Echevarria, para conquistar o ouro. E foi exatamente o que o grego fez. No critério de desempate, Tentoglou venceu por ter feito o penúltimo salto melhor que o do cubano (8,11 a 8,08). Ao fim do último salto, o grego não sabia das lesões dos adversários e demorou para comemorar o ouro. Já Maykel Massó completou o pódio com a marca de 8,21m.

Os cubanos fizeram as boas marcas em seus primeiros saltos, até sentirem contusões musculares. Massó passou seus três saltos seguintes. Não conseguia mais competir e apenas torcia para a marca dar uma medalha. Echevarría não fez o quinto salto e foi para a última tentativa após o grego superá-lo. Mas a contusão o impediu de completar o salto ainda na corrida.

Porto-riquenha leva ouro nos 100m com barreiras

A noite de domingo no atletismo (manhã de segunda-feira no Japão) ainda teve disputa de medalha na final dos 100 metros com barreiras. A porto-riquenha Jasmine Camacho-Quinn confirmou o favoritismo, mesmo com um susto nas últimas duas barreiras, ao cruzar em 12s36.

Camacho-Quinn assumiu a liderança da final na quarta barreira, mas tropeçou na penúltima e teve de diminuir o ritmo antes da última. Mesmo assim não viu a vitória ameaçada. A norte-americana Kendra Harrison levou a prata, com 12s52, e o bronze ficou com a jamaicana Megan Tapper, com 12s55.

Queda e vitória

 A holandesa Sifan Hassan deu uma grande lição de superação na classificatória dos 1.500 metros. Após sair um pouco para trás na segunda bateria eliminatória, ela tropeçou na queniana Edina Jebitok antes dos primeiros 500 metros e acabou caindo feio. Apesar da queda, a atleta se levantou e seguiu na disputa. E não apenas para competir.

Ultrapassando uma a uma das concorrentes, acabou cruzando a linha de chegada em primeiro. Com 4min05s17, cruzou na frente da australiana Jéssica Hull e da norte-americana Elinor Purrier. As seis primeiras avançavam e ela foi bem além, cumprimentada por todas as concorrentes pela redenção na bateria.

 

Lance!
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