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Presidente do COI: 'Seria mais fácil cancelar a Olimpíada'

Dirigente afirma que pandemia causou grandes problemas para a entidade internacional, mas que vontade sempre foi de continuar

12 jul 2020
21h26
atualizado em 13/7/2020 às 07h55
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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, comentou sobre a dificuldade em adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio, que estavam previstos para ocorrer em 2020 e tiveram a data alterada para 2021 por conta da pandemia de coronavírus. Segundo o dirigente, teria sido mais fácil simplesmente cancelar o evento, mas que a função do órgão é garantir que eles aconteçam.

"Cancelar os Jogos por força maior teria sido mais fácil para o COI e teríamos a receita de seguros. Mas estamos lá para organizar os Jogos, não para cancelá-los", afirmou Bach em entrevista ao jornal francês L'Équipe. O adiamento trouxe uma série de desafios logísticos, como problemas com contratos, sedes e garantias a atletas e delegações, além de um custo estimado de US$ 650 milhões (R$ 3,46 bilhões).

Homem com máscara de proteção passa pelo logo da Olimpíada de Tóquio
11/03/2020
REUTERS/Issei Kato
Homem com máscara de proteção passa pelo logo da Olimpíada de Tóquio 11/03/2020 REUTERS/Issei Kato
Foto: Reuters

O COI prevê que, por conta disso, o evento terá que ser uma edição reduzida, e conta com o apoio das entidades locais. "Temos de ver se podemos fazer melhorias no plano diretor, fazer esforços nos serviços que oferecemos aos participantes, no transporte. A crise mostrou que precisamos de mais solidariedade no esporte, mas também na sociedade. Espero que isso leve a uma melhor cooperação entre as Federações Internacionais e os principais organizadores de eventos", disse Bach.

Os últimos relatórios do COI informaram que Tóquio estava perto de garantir todos os locais de competição para 2021, mas a entidade afirma que ainda há um longo caminho pela frente. A Olimpíada está marcada para ocorrer entre os dias 23 de julho e 8 de agosto, apesar do temor de que a pandemia ainda não tenha acabado até lá.

 

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Estadão
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