Barroso vai a Acre e Rondônia em vez das Olimpíadas de Paris e se diz um 'mártir do direito'; veja
Ministro afirmou que recebeu convite para abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, mas que preferiu manter compromissos agendados em Rio Branco e Porto Velho
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que se considera "um mártir do direito" por ter deixado de ir à abertura dos Jogos Olímpicos 2024, em Paris, na França, para cumprir compromissos em Rondônia e no Acre. A declaração ocorreu durante uma palestra do ministro na Academia Brasileira de Letras (ABL) no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 30.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, disse que se considera "um mártir do direito" por ter deixado de ir aos Jogos Olímpicos em Paris, na França, para cumprir agenda em Rondônia e no Acre. A declaração foi feita durante palestra na Academia Brasileira… pic.twitter.com/OFvQR4cMy5
— Política Estadão (@EstadaoPolitica) July 31, 2024
"Eu fui às Olimpíadas do Rio. Não fui a de Paris. Eu tinha um convite para ir na abertura das Olimpíadas de Paris, mas eu tinha me comprometido a ir a Rio Branco, no Acre, e a Porto Velho, aproveitando o recesso para encontrar juízes. Eu sempre visito escolas públicas e não quis desmarcar. Me considerei um pouco um 'mártir do direito'. Não fui a Paris, mas fui muito bem recebido, com carinho e alegria, no Acre e em Porto Velho", disse Barroso, rindo.
Na palestra intitulada "A justiça", na sede da ABL, o ministro também comentou sobre o resultado eleitoral da Venezuela, contestado por diversos países, e afirmou que não há chances de ocorrer o mesmo no Brasil. Barroso também ressaltou a atuação da Corte contra o voto impresso, que, segundo ele, amplia a possibilidade de uma fraude eleitoral.
Barroso também mencionou a atuação da Suprema Corte em casos como a Operação Lava Jato, da qual foi um dos principais defensores no STF. Durante a palestra, o magistrado citou esse e outros casos em que o Supremo retrocedeu em decisões, o que, para ele, provoca problemas, porque pode eternizar os processos por prescreverem.
Ele também deu destaque para decisões que considera acertadas, como a equiparação do crime de homofobia ao de racismo, o reconhecimento da união homoafetiva, a permissão do aborto quando o feto é anencéfalo e a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias.
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