Novo velódromo olímpico tem obras iniciadas pela prefeitura do Rio
Uma das obras mais polêmicas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016, o Velódromo começou a ser construído pela prefeitura no último dia 20 de fevereiro. O custo do aparelho olímpico está estimado em R$ 136,9 milhões e não inclui a pista de madeira, cuja compra ficará a cargo do Comitê Organizador Local dos Jogos. O Ministério do Esporte repassará à prefeitura o dinheiro para a construção e a operação da arena. A finalização está prevista para o segundo semestre de 2015.
A empresa Tecnosolo Serviços de Engenharia S.A. foi declarada vencedora da licitação em janeiro deste ano e é a responsável pela construção através da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe) e da Empresa Olímpica Municipal (EOM), com apoio do Ministério do Esporte.
O edital de licitação do velódromo foi lançado em setembro de 2013 pela RioUrbe, e seis empresas mostraram interesse. Ao final do processo apenas duas, a Tecnosolo e o Consórcio Andrade Valadares/Topus, foram classificadas para participar da etapa final da concorrência.
A Tecnosolo venceu a disputa ao apresentar o menor orçamento: R$ 112,94 milhões para as obras e R$ 5,94 milhões para a operação, cerca de R$ 18 milhões a menos que o estipulado no edital licitatório.
Ao contrário de outras instalações do Parque Olímpico, onde o aparelho está sendo construído, o velódromo será permanente e terá capacidade para 5 mil assentos fixos e área disponível para até 800 lugares provisórios ou flexibilidade para outras configurações da arena.
O Velódromo Olímpico será construído em terreno municipal por meio de cooperação entre o Governo Federal e a prefeitura. A União aportará os recursos para as quatro instalações do Parque Olímpico que não fazem parte da Parceria Público-Privada (PPP) licitada em março de 2012: Centro de Tênis, Centro Aquático, Arena de Handebol e Velódromo.
Após os Jogos, a instalação integrará o Centro Olímpico de Treinamento (COT), voltado para atletas de alto rendimento, que será o principal legado esportivo do evento para a cidade e País. O COT também será formado pelo Parque Aquático Maria Lenk, três pavilhões esportivos e a parte permanente do Centro de Tênis.
Segundo o Portal Transparência do Governo Federal e o Dossiê de Candidatura, as obras do aparelho olímpico deveriam ter começado em 2013, mas somente este mês a primeira etapa foi iniciada. Essa fase inclui a montagem do canteiro de obras e a execução das fundações.
Ainda de acordo com o site do governo, o custo estimado era de R$ 70,13 milhões, pagos pela prefeitura do Rio às construções permanentes e as construções temporárias ficariam a cargo do Comitê Organizador Rio 2016, ao custo de R$ 9,28 milhões, já que as instalações construídas para o Pan-Americanos 2007 seriam aproveitadas e somente uma reforma seria realizada.