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Olimpíada 2016

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Felipe Wu dava em média 200 tiros por dia em treino

7 ago 2016
12h02
atualizado em 22/8/2016 às 13h00
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O vencedor da primeira medalha olímpica do Brasil nos Jogos 2016 deu em média 200 tiros por dia desde que intensificou os treinos nos últimos meses, a fim de competir na prova pistola de ar 10 metros, no tiro esportivo. Em entrevista coletiva na manhã deste domingo (7), no espaço do Time Brasil, na Barra da Tijuca, Felipe Wu falou de sua rotina e disse que teve uma noite difícil, após subir ao pódio. Conseguiu dormir apenas por duas horas, tamanha a emoção pela conquista. Depois, voltou para a vila dos atletas a fim de se concentrar. Na quarta, vai tentar outra medalha na pistola de ar 50 metros.

"Perdi o sono, mas a ficha já caiu. Eu sabia que tinha feito tudo dentro das minhas possibilidades e que a medalha era realmente possível.  Foi a sensação do dever cumprido."

No espaço do Time Brasil, na Barra, Felipe Wu exibe com orgulho a medalha de prata conquistada no tiro esportivo
No espaço do Time Brasil, na Barra, Felipe Wu exibe com orgulho a medalha de prata conquistada no tiro esportivo
Foto: Sílvio Barsetti / Especial para Terra

Além da quantidade de munição gasta nos treinos, o atleta recorreu a técnicas de respiração da yoga para não perder a concentração durante a disputa. Ressaltou que controle emocional é fundamental para a prática da modalidade.

Felipe Wu quer agora mais atenção à Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, que não conta com nenhum patrocínio. Espera que o esporte se popularize no Brasil.

"Que o acesso seja não só para quem tem dinheiro, mas para as pessoas humildes também. Ninguém pode desistir do esporte porque é caro."

Ele destacou que o Projeto Vivência Olímpica, criado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em 2012, teve importância no seu aperfeiçoamento. Nos Jogos de Londres, quatro anos atrás,  ele e outros 15 atletas jovens e de potencial conviveram na vila olímpica com a equipe brasileira.

"Quebra o gelo, a gente já sabe o que nos espera, sabe o que tem de bom e ruim, respira aquele ambiente. Depois, quando vem a chance de disputar uma olimpíada, já tem um barreira superada."

Terceiro-sargento do Exército, num projeto iniciado em 2009 entre o COB e os Ministérios da Defesa e do Esporte, Felipe Wu afirmou que ainda falta muita coisa para o tiro esportivo ser reconhecido nacionalmente.

"Se eu for falar das dificuldades, vou ficar o dia todo aqui e ainda vai faltar tempo. Prefiro enaltecer o que deu certo, a parceria com as Forças Armadas, o Programa Bolsa-Pódio do Ministério do Esporte. Espero que tudo isso ganhe mais força ainda depois da olimpíada."

Um dos problemas dos atletas de sua modalidade é o custo das munições. O preço de uma caixa com 50 cartuchos para tiros de pistola de 50 metros sai a 50 reais. "Gasto uma caixinha dessa a cada meia hora. O dinheiro dos programas que me beneficiam vai embora em uma semana só com munição."

Fonte: Especial para Terra
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