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Jogos de Inverno

Com menos de um ano nos esquis, Josi mira resultados para "projeto 2018"

Após trocar ginástica por esquis, atleta paulista diz que meta é disputar resultados na Olimpíada de Inverno de 2018: "não quero apenas participar"

13 fev 2014 - 15h47
(atualizado às 16h13)
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<p>Josi Santos se mudou da ginástica para o esqui </p>
Josi Santos se mudou da ginástica para o esqui
Foto: Emanuel Colombari / Terra

A paulista Josi Santos foi atleta da ginástica artística por mais de duas décadas, sem jamais ter participado de competições como Jogos Pan-Americanos ou Olimpíadas. Em 2013, convencida a mudar de modalidade, foi para Whistler (Canadá) para realizar treinamentos de esqui, além de trabalhos em trampolins e rampas de água. Menos de um ano depois, ela chegava à sua primeira Olimpíada. De Inverno.

A trajetória curta surpreendeu até mesmo a própria Josi, que disputa a modalidade esqui aéreo e que não esperava conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos de 2014, em Sochi (Rússia). “A gente não estava programado para vir em 2014. O projeto era realmente para 2018”, conta ela, que quer aproveitar a primeira chance para poder aprender, mirando resultados de expressão na Olimpíada de Pyeongchang, daqui a quatro anos. “Vamos ver como é que é. Mas meu projeto mesmo é 2018. Vou querer ir para disputar, não quero ir para participar.”

Josi Santos se prepara para Sochi com ajuda de psicólogo:

Com uma carreira recente sobre os esquis, de menos de um ano, Josi conquistou resultados de destaque. Em 2013, foi sexta colocada na Copa Americana, em Park City (onde treina), e 19ª na Supercopa Europeia, disputada na Finlândia. Segundo ela, o trabalho de mais de 20 anos na ginástica artística ajudou na adaptação à nova modalidade.

“Por causa da ginástica é que eu consegui vir para o aéreo. A acrobacia ajudou bastante: concentração, noção espacial... Tudo isso na ginástica ajudou bastante”, disse ela, que só começou sua carreira de ginástica na infância por recomendação de uma professora, que aparentava dificuldades para lidar com o “excesso de energia” da pequena Josi em Santos.

<p>Acrobacias e noção espacial da ginástica ajudaram muito no novo esporte, diz Josi</p>
Acrobacias e noção espacial da ginástica ajudaram muito no novo esporte, diz Josi
Foto: Emanuel Colombari / Terra

“Eu comecei com 5 aninhos. Eu era uma menina – e ainda sou – muito atentada, muito levada. Uma professora minha da pré-escola, Ana Lúcia, pediu para minha mãe comparecer na escola. Ela chegou lá e mostrou um jornalzinho: ‘leva sua filha nesse lugar de esportes para ela descarregar as energias dela’. Minha mãe levou ,me colocou na ginástica, e eu me apaixonei. Foi amor à primeira vista”, contou ela.

Afastada da ginástica, Josi admite até mesmo que o caminho escolhido por ela – e também por Laís Souza, que sofreu um grave acidente em janeiro e não competirá em Sochi - pode ser o mesmo de outras ginastas. Ela não cita nomes, mas diz ter sido procurada por ex-companheiras que se interessaram pelos esquis.

“Já teve algumas. Só não tiveram a oportunidade de fazer o teste (com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve). Mas muitas meninas vieram procurar a gente, sim. É diferente, é legal. Muita gente critica o Brasil pelo fato de não ser um país da neve. Quem tiver vontade, deve ir se aventurar nessas novas modalidades, que são muito legais”, contou ela, incentivando o intercâmbio entre esportes.

“Para quem quer, há a possibilidade, sim. É só ligar na CBDN e marcar (o teste). Se você estiver mesmo a fim de se aventurar... É um esporte de aventura mesmo, é um esporte radical. A gente está aí. É só saber fazer um mortalzinho”, brincou ela, que compete nesta sexta-feira (14).

Fonte: Terra
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