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Herói nos pênaltis, Muriel conta: "juiz disse que um passo ia tolerar"

6 mai 2013 - 15h23
(atualizado às 15h24)
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<p>Muriel admite que se adiantou um passo para defender pênalti decisivo a favor do Internacional</p>
Muriel admite que se adiantou um passo para defender pênalti decisivo a favor do Internacional
Foto: Gustavo Granata/Agif / Gazeta Press

Segundo o goleiro Muriel, o juiz gaúcho Márcio Chagas foi claro antes da disputa por pênaltis entre Internacional e Juventude, na final da Taça Farroupilha, no último domingo, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS). “O árbitro disse que um passo (para frente) ia tolerar”, afirmou Muriel, em entrevista nesta segunda-feira ao canal SporTV.

Ao final, Muriel usou dessa tolerância para defender o pênalti de Moisés, garantindo a vitória do Internacional por 4 a 3 e a consequente conquista antecipada do Campeonato Gaúcho. “Dei um passo, espero o jogador que vai bater e vou à frente, então acho que não houve infração à regra”, analisou o goleiro. “Acho que é complicado esse negócio de não adiantar. Acho que esse passo para frente, se não for em demasia, não tem problema nenhum. Em toda defesa durante jogo a gente cai para frente, para tirar a bola para fora”, completou.

Também no domingo, houve polêmica na decisão por penalidades entre São Paulo e Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista. O goleiro Rogério Ceni se adiantou cerca de 2,5 m antes de Alexandre Pato bater o pênalti que poderia definir a classificação corintiana à final. O goleiro defendeu a cobrança, mas o árbitro Antonio Rogério Batista ordenou a repetição, e o atacante fez o gol.

A regra de número 14 do futebol, aquele que menciona as penalidades, indica que o goleiro “deve permanecer em sua linha de gol, em frente ao batedor (do pênalti), entre as traves do gol, até que a bola seja chutada”. O texto, conforme se lê no site oficial da Fifa, prossegue apontando que, caso um goleiro descumpra a regra do jogo, o árbitro deve permitir que a cobrança seja feita: “se a bola entrar no gol, o gol é concedido; se a bola não entrar no gol, a cobrança é refeita”.

Fonte: Terra
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