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Após casos de abuso, Comitê Olímpico dos EUA quer fim da Federação de Ginástica

6 nov 2018
17h00
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Na noite desta segunda-feira, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) anunciou que deu início ao processo de retirada da Federação de Ginástica de sua condição de membro do conselho do órgão, devido ao escândalo de abusos sexuais envolvendo o doutor Nassar.

"Hoje, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos adotou uma queixa contra a USA Gymnastics que busca revogar seu reconhecimento como membro do Conselho de Administração Nacional do USOC", declarou a diretora-geral da entidade, Sarah Hirshland.

A diretora-geral explicou, porém, que o processo exige várias etapas. Primeiro, um painel analisará o caso, emitirá um relatório e fará uma recomendação sobre a direção a seguir. Este por sua vez será enviado à junta de diretores do Comitê Olímpico, que determinará o prosseguimento ou não da dissolução da Federação.

A informação é dada dois dias após o final do Mundial de Ginástica de Doha, no qual Simone Biles conquistou quatro títulos (por equipe, individual geral, salto e solo), uma prata (barras assimétricas) e um bronze (salto sobre cavalo).

Relembre o caso:

Há alguns meses, centenas de ginastas denunciaram então médico da equipe estadunidense, Larry Nassar, por abusos sexuais. As vítimas do médico acusaram os dirigentes da Federação de ignorar as persistentes denúncias contra Nassar, condenado no início deste ano à prisão perpétua por agressão sexual contra 265 vítimas, a maioria menores de idade.

Desde o início do escândalo, a USA Gymnastics não tem presidente e sua diretora interina, Mary Bono, nomeada em 12 de outubro, pediu demissão quatro dias depois após receber críticas das campeãs Simone Biles e Alexandra Raisman.

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