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Vices da CBF foram escolhidos para silenciar oposição

17 abr 2018 - 11h07
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Pela primeira vez em mais de 100 anos, a CBF (que se chamava CBD até 1979) vai ter uma diretoria com oito vice-presidentes. Isso ficou acertado em mudança recente de seu estatuto. O presidente eleito nesta terça (17), Rogério Caboclo, fez uma composição política e agregou nomes que ultimamente vinham se distinguindo por adotar uma posição crítica em relação ao comando do futebol nacional.

Foto: Gazeta Press

Ao mesmo tempo, manteve os quatro vices da gestão Marco Polo Del Nero – eram cinco até novembro de 2016, quando houve a tragédia com o voo da Chapecoense na Colômbia. Um dos passageiros, Delfim Peixoto, era vice da confederação e opositor declarado de Del Nero desde quando estouraram escândalos de corrupção que apontavam para o gabinete central da CBF. Com a morte de Delfim, seu cargo ficou vago.

Quem são os oito vices de Caboclo:

Coronel Antônio Nunes – Ex-presidente da Federação do Pará, oficial reformado da PM, é um testa de ferro de Caboclo e Del Nero. Não tem autonomia para tomar nenhuma decisão e já usou o helicóptero da entidade para viagens de lazer com a família.

Fernando Sarney – Vice desde o período em que Ricardo Teixeira era presidente, só foi alçado ao cargo para agradar ao pai, José Sarney, ex-presidente da República e então presidente do Senado - uma das figuras mais importantes da política nacional nas décadas de 80, 90 e início dos anos 2000.

Gustavo Feijó – Prefeito da cidade de Boca da Mata, em Alagoas, alvo de investigações feitas pela Polícia Federal e Justiça Eleitoral de seu Estado por acusações de caixa 2. É tratado na CBF com reservas. Muda de lado de acordo com as conveniências.

Marcus Vicente – Deputado federal pelo PP-ES, preza pela indiscrição, mas nunca escondeu seu objetivo de se tornar presidente da CBF.

Antônio Aquino, o Tuniquim (novo) – Presidente da Federação do Acre, tem um passado folclórico. Em eleição para presidente da CBF em 1986 prometeu, em acordos paralelos, votar nos dois candidatos, Medrado Dias e Otávio Pinto Guimarães. Revelou depois ter votado em Guimarães e ouviu de Dias insinuações de que teria recebido dinheiro para se decidir.

Castellar Guimarães (novo) – Presidente da Federação Mineira, ganhou o cargo porque os presidentes das federações do Rio e de São Paulo não fecharam acordo com Caboclo. É considerado um garoto mimado em Minas.

Ednaldo Rodrigues (novo) – Ex-presidente da Federação da Bahia, sempre foi crítico em relação à gestão de Del Nero e deixava isso claro publicamente. Era cotado para ser candidato à presidência da entidade por causa de seu prestígio no Norte e Nordeste.

Francisco Novelletto – Presidente da Federação do Rio Grande do Sul, se notabilizou por bravatas contra os dirigentes da CBF envolvidos em escândalos de corrupção. Convidado para ser vice da CBF, aceitou imediatamente a honraria.

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Fonte: Especial para Terra
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