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Somos todos macacos? Um ano após campanha, racismo não mudou

27 abr 2015
18h41
atualizado às 18h58
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Há um ano, o mundo presenciou uma cena totalmente inusitada: vítima de racismo, Daniel Alves comeu a banana que jogaram em sua direção, durante jogo do Barcelona. No mesmo dia, uma agência de publicidade lançou a campanha "somos todos macacos", que viralizou na internet, apesar de algumas críticas. Foi algo marcante, mas na prática trouxe pouco resultado por enquanto.

Os casos de racismo no futebol continuaram acontecendo, até de forma mais grave às vezes. Veja sete exemplos do último ano:

Aranha

Aranha denuncia racismo ao árbitro de Grêmio x Santos
Aranha denuncia racismo ao árbitro de Grêmio x Santos
Foto: Roberto Vinícius/Agência Eleven / Gazeta Press

O goleiro estava no Santos e foi enfrentar o Grêmio em Porto Alegre. Porém, durante o jogo, parte da torcida tricolor passou a chamá-lo de macaco e fazer o som do animal para ele. Aranha alertou o juiz, saiu do jogo revoltado e causou grande repercussão. O Grêmio foi eliminado da Copa do Brasil por causa disso.

Balotelli e outros da Inglaterra

Balotelli já protestou contra torcedores racistas
Balotelli já protestou contra torcedores racistas
Foto: Getty Images

Não é novidade que Mario Balotelli seja alvo de racismo na Europa. Mas um levantamento recente, feito pela BBC, mostrou que ele continuou sendo a vítima preferida dos preconceituosos: entre agosto do ano passado e março deste ano, Balotelli sofreu ofensas racistas 134 mil vezes por meio de posts nas redes sociais. Danny Welbeck e Daniel Sturridge aparecem logo atrás, também com milhares de ofensas recistas.

Negro em Paris

A torcida do Chelsea que viajou para Paris fez muito feio no metrô. Os ingleses impediram que um negro entrasse no vagão e cantaram "somos racistas, somos racistas, e é assim que gostamos’. O vídeo do ocorrido circulou na internet e gerou repúdio e vergonha no clube.

Vitinho

Vitinho nem precisou entrar em campo para ser xingado
Vitinho nem precisou entrar em campo para ser xingado
Foto: Dolores Ochoa / AP

O atacante do Internacional nem entrou em campo contra o Brasil de Pelotas, mas disse que ouviu ofensas racistas enquanto estava fazendo aquecimento perto da torcida adversária. Pior: afirmou que isso é bastante comum: "me chamaram de tudo, xingaram minha mãe. Me chamaram de macaco. Mas é normal já, ocorre sempre e ninguém faz nada. Jogaram até uma pizza em nós'.

Fabricio

Fabricio irritou a torcida, que devolveu com ofensa desproporcional
Fabricio irritou a torcida, que devolveu com ofensa desproporcional
Foto: Vinicius Costa / Futura Press

Depois de ser expulso no jogo contra Ypiranga, Fabricio ouviu torcedores do seu próprio time o xingarem de macaco, entre outras ofensas. É verdade que ele tinha mostrado o dedo do meio para a torcida, mas nada justifica essa atitude condenável.

Elias

Elias não escapou da ira uruguaia
Elias não escapou da ira uruguaia
Foto: Rodrigo Gazzanel / Futura Press

O Corinthians goleou o Danubio por 4 a 0 na Copa Libertadores, então os torcedores do time uruguaio perderam a cabeça. Xingaram Elias de diversas formas e também imitaram um macaco. Isso foi percebido por todos, mas Elias não quis levar o caso adiante.

Neymar

Neymar fez um gol no jogo em que foi ofendido
Neymar fez um gol no jogo em que foi ofendido
Foto: Alejandro Garcia / EFE

No último final de semana, a TV espanhola La Sexta mostrou um momento em que torcedores do Espanyol foram racistas contra o atacante brasileiro. Porém, o próprio Neymar ainda não confirmou se ouviu essas ofensas.

Daniel Alves come banana e inicia protesto que teve pouco resultado prático
Daniel Alves come banana e inicia protesto que teve pouco resultado prático
Foto: Reprodução

 

Fonte: Terra

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