Três chutes, três gols: sequência perfeita de Lukaku é arma da Bélgica contra a 'zerada' Espanha
Maior artilheiro da seleção belga na história com 93 bolas na rede, o camisa 9 tem números impressionantes na atual edição do Mundial
O experiente Romelu Lukaku sustenta uma estatística impressionante na Copa do Mundo. Aos 33 anos, é um dos atacantes mais letais do Mundial, com três gols em três finalizações nos últimos três jogos, segundo levantamento do supercomputador da Opta Analyst, referência em dados e parceiro do Estadão.
Agora, promete ser uma das principais armas da Bélgica contra a Espanha, nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood (EUA), pelas quartas de final. Os espanhóis são donos da melhor defesa da competição e a única seleção que ainda não foi vazada.
Nas duas primeiras rodadas do torneio, começou como suplente na estreia diante do Egito, no empate por 1 a 1, e ganhou a vaga de titular no empate sem gols com o Irã. No entanto, teve atuação discreta e pouco contribuiu para os resultados que deixaram a seleção belga ameaçada de eliminação na primeira fase.
Lukaku já vinha sob forte desconfiança e na mira da opinião pública antes mesmo da Copa, por conta de uma temporada europeia conturbada com o Napoli e dificuldades para se manter em forma. O atacante atuou em apenas sete partidas e marcou um único gol, além de sofrer com lesões na coxa e entrar em atrito com a diretoria do clube italiano e o técnico Antonio Conte, situação que quase provocou sua saída.
Mesmo em baixa, o treinador da seleção Rudi Garcia apostou na experiência do centroavante de origem democrática congolesa. Ainda assim, optou por dar mais minutos a Charles De Ketelaere, da Atalanta, que só desencantou contra os Estados Unidos, quando marcou duas vezes na vitória por 4 a 1 que garantiu a classificação às quartas de final.
Apesar da falta de ritmo, Lukaku apareceu no gol de empate antes os egípcios no primeiro jogo, vindo do banco e impactando com sua força física. Na jogada, brigou pela bola com Mohammed Hany, que acabou marcando contra para a Bélgica.
Mas a principal atuação do camisa 9 foi perante Senegal, na impressionante virada da seleção europeia após estar perdendo por 2 a 0. Ele entrou no intervalo no lugar de Charles e mudou o panorama do confronto, duelando contra a forte defesa senegalesa.
Foi dele o gol da reação, aos 41 minutos, após cruzamento de Meunier. Na sequência, viu Youri Tielemans empatar aos 44. A virada veio na prorrogação, em um pênalti convertido aos 124 minutos de jogo. Antes da cobrança, Lukaku entregou a bola ao meia e pediu que ele assumisse a responsabilidade, em um gesto de confiança ao companheiro.
O renascimento de Romelu Lukaku na Copa do Mundo é uma prova de que velhos hábitos não desaparecem facilmente. Maior artilheiro da história da Bélgica, com 93 gols, e do país em Mundiais, com oito bolas na rede, o atacante disputa sua quarta edição, após participações em 2014, 2018 e 2022, e parece estar recuperando seu melhor ritmo.
Com quatro finalizações em todo o torneio e três gols marcados, Lukaku, goleador do time na competição, impressiona com 75% de aproveitamento, e promete ser um perigo iminente para a única defesa que ainda não sofreu gols no Mundial: a Espanha, de Unai Simón, Cubarsí, Laporte e companhia.
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