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Traz a taça! Cruzeiro vence Vitória e leva o título do Brasileirão

14 nov 2013 - 23h50
(atualizado em 14/11/2013 às 00h00)
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Era o quarto dia de festa nas ruas de Belo Horizonte e a certeza de que, desta vez, a volta olímpica teria a taça do Brasileirão. O Cruzeiro nem precisava vencer o Vitória-BA, em Salvador, para transformar a campanha assustadora no torneio em estrela dourada. O Tricampeonato já vinha com a derrota do Atlético-PR para o Criciúma. A vitória maiúscula de 3 a 1 diante do Leão confirmou, de uma vez por todas, quem deu as cartas na competição mais importante do Brasil.

Uma campanha histórica de um time que mostrou como o futebol deve ser jogado coletivamente e sem vaidade (ao contrário do que diz seu hino). Prova disso é que Dagoberto, reserva de rodadas atrás, foi o responsável por deixar Willian (seu concorrente) e Julio Baptista com a faca e o queijo na mão nos dois primeiros gols da Raposa. Às 22h58 desta quarta, Atlético-PR perdia no Sul e o vestiário celeste no Barradão foi ao delírio.

Todavia, ao contrário dos outros títulos do tricampeonato (1966 e 2003), o time de Marcelo Oliveira não teve um grande protagonista. Um dos indicados pode ser Fábio, que voltou a fazer, pelo menos, uma defesa que lhe dá merecimento de Seleção Brasileira. Mas Felipão está de olhos fechados...

EL BIGODÓN MARCA

A primeira etapa da partida começou morna e tudo indicava que o Cruzeiro estava relaxado com o jogo. O Vitória atacou mais, Marquinhos cansou de vencer Egídio na ponta esquerda do ataque baiano e só nao marcou porque Fábio pegou uma bola à queima roupa. Além disso, o atacante Dinei errou um gol inacreditável.

Marcelo Oliveira preferiu colocar Leandro Guerreiro no lugar de Henrique, para a vaga de Nilton, e viu o time sofrer com buracos na marcação. O ex-cabeludo está na descida da carreira, definitivamente. Só que o bom de ter Dagoberto no elenco é que o jogador alia duas coisas importantíssimas no futebol: inteligência e técnica.

O camisa 11 celeste venceu a disputa com Victor Ramos na agilidade e encostou de leve para Willian sair na cara do goleiro Wilson. El Bigodón, que já havia feito um gol no jogo passado, contra o Grêmio, não desperdiçou o passe açucarado do companheiro e chutou reto, deslocando o arqueiro rubro-negro.

Mais perto do final da etapa, os jogadores celestes estavam preocupados mesmo em correr para o vestiário e ouvir o andamento de Criciúma e Atlético-PR (a partida começou 50 minutos antes e estava na metade do segundo tempo). Depois, ficou definido que ninguém mais poderia alcançar os azuis mineiros na tabela, faltando quatro rodadas para o final do Campeonato.

UM TIME IMPIEDOSO

Imagina voltar para mais 45 minutos de futebol sabendo que você conquistou algo após meses de trabalho e concentração? Foi o que ocorreu com os jogadores celestes. O Cruzeiro voltou ao gramado com a taça da CBF a caminho do Barro Preto (bairro da sede do clube em BH). O jogo progamado para recebê-la diante do Bahia, no dia 1º de dezembro.

Tricampeões, com os ombros leves, os atletas de Marcelo Oliveira acabaram cedendo o empate. O Vitória tinha muita gana, já que briga por uma vaga na Libertadores. O time nordestino devolveu o gol na mesma moeda, aproveitando uma jogada em dupla e a desatenção da zaga. Dinei empatou na saída de Fábio, após recebe de William Henrique.

O jogo estava para o Vitória. Mas ser campeão brasileiro é ser um pouco sacana. Bastou uma jogada boa no ataque para o segundo gol celeste aparecer. Julio Bapstita recebeu livre de Dagoberto e só encostou para deixar o campeão na frente novamente. Ainda deu tempo de Ricardo Goulart deixar o dele e coroar mais uma vitória de visitante com um placar com sobras.

Ypiranga a Cruzeiro. 1942 a 2013. O time celeste, fundado por italianos, sempre teve uma forte capacidade de aliar-se aos símbolos da pátria, principalmente após a mudança de Palestra Itália. As cores não são por acaso, os nomes também não. E, agora, mais um título nacional para preencher a sala de troféus de uma das maiores equipes do mundo.

Antes contestado pela torcida, pelo passado atleticano, Marcelo Oliveira entra na galeria dos maiores treinadores do Cruzeiro e dá um passo gigante na carreira, entrando de vez na lista dos melhores da função em terras nacionais. Soube manter a filosofia do Coritiba e contou com uma diretoria totalmente focada no título, após anos de frustração.

Resposta àqueles que duvidaram do trabalho de Alexandre Mattos - jovem diretor de futebol que veio do América-MG - e Gilvan de Pinho Tavares, que assumiu após a Era-Perrella com graves problemas financeiros. Foi um ano de reconstrução em 2012 e a recompensa neste ano, no qual Minas Gerais mostrou que cota de TV não é sinônimo de títulos.

Agora, o pensamento da torcida está, primeiro, para mais uma grande festa em Belo Horizonte. Com direito a desflie em carro aberto na capital mineira nesta quinta-feira. Depois, é pensar no planejamento para 2014, ano de Libertadores com direito a possível encontro com o maior rival. Conquista merecida de um time consistente e um clube que fez história dentro do Brasileirão de pontos corridos, pelo segundo ano em 11 anos.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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